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BC investiga fiscalização do Master durante gestão Campos Neto.

O Banco Central (BC) abriu uma investigação interna para apurar a condução do caso do Banco Master, enquanto o Tribunal de Contas da União (TCU) segue com uma inspeção técnica autorizada sobre a liquidação da instituição. No Congresso Nacional, a cúpula trabalha para adiar a instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito sobre o escândalo financeiro, apesar de já existirem assinaturas suficientes para a criação de CPIs tanto na Câmara quanto no Senado.

A sindicância interna do BC, determinada pelo presidente Gabriel Galípolo em novembro de 2025, tem como foco principal a gestão do ex-presidente Roberto Campos Neto e busca especifica se havia elementos técnicos suficientes para que a intervenção no Mestre tivesse ocorrido no momento anterior. Segundo o blog de Ana Flor, do G1, a principal linha de trabalho de auditoria contraria a tese de ex-gestores do banco de que a liquidação teria sido precipitada.

Afastamentos e prejuízos bilionários

Após a abertura da sindicância, os chefes do Departamento de Supervisão Bancária (Desup), Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, foram retirados de suas cargas, embora não haja acusações formais contra eles. Internamente, Galípolo tem afirmado aos avaliadores que o objetivo não é fazer uma “caça às bruxas”, mas evitar que situações semelhantes se repitam.

Os prejuízos causados ​​pela quebra do Master já ultrapassaram R$ 50 bilhões, segundo levantamento publicado pelo O Tempo. Somente ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o impacto é estimado em R$ 46,9 bilhões, sendo R$ 40,6 bilhões do Master e empresas do conglomerado, mais R$ 6,3 bilhões do Will Bank. O Banco de Brasília (BRB) teve de provisionar R$ 2,6 bilhões para cobrir perdas com a compra de carteiras de crédito consideradas fraudulentas, no valor de R$ 12,2 bilhões.

Impasse sem futuro

Na Câmara e no Senado, parlamentares articulados a instalação de CPIs para investigar o caso, mas enfrentam resistência da cúpula do Congresso. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem demonstrado resistência à abertura de comissões e pretende adiar uma análise para após o recesso parlamentar. Nos bastidores, a chamada “bancada ligada a Daniel Vorcaro” atua para barrar a instalação das CPIs.

Enquanto isso, o TCU e o BC chegaram a um acordo em 12 de janeiro para que a inspeção sobre a liquidação seja feita por corpo técnico do tribunal, com respeito ao sigilo bancário. O presidente do TCU, Vital do Rêgo, afirmou que a expectativa é concluir a análise em menos de um mês.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi convocado para prestar depoimento na CPMI do INSS no dia 5 de fevereiro. A liquidação extrajudicial da instituição foi decretada pelo BC em 18 de novembro de 2025, após grave crise de liquidez e indícios de violações às normas do sistema financeiro.

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