Irã pode ter usado armas químicas contra manifestantes, diz ex-ministro britânico.

Surgiram alegações confiáveis de que as forças de segurança iranianas podem ter usado substâncias químicas tóxicas contra manifestantes durante a recente repressão mortal, de acordo com um ex-parlamentar britânico que analisou documentos de inteligência no fim de semana.
Bill Rammell, ex-membro do Parlamento britânico que atuou como Ministro de Estado para Assuntos Exteriores, disse à GB News no sábado que um relatório de “fontes iranianas-curdas confiáveis” sugere que agentes químicos foram usados contra manifestantes em pelo menos uma grande cidade iraniana. “As pessoas acreditam que algum tipo de substância química tóxica foi usada contra os manifestantes”, disse Rammell, “fazendo com que alguns dos feridos perdessem a vida dias depois”.
Evidências em Vídeo Geram Preocupações
As alegações seguem imagens preocupantes que vieram à tona no início deste mês. Em 8 de janeiro, um vídeo obtido pela Iran International parecia mostrar forças de segurança em Sabzevar, no leste do Irã, usando equipamentos não convencionais para confrontar manifestantes. As imagens mostravam pessoas vestindo trajes de proteção contra materiais perigosos e máscaras projetadas para substâncias químicas perigosas, posicionadas em veículos de cor areia marcados com sinais de alerta triangulares amarelos indicando substâncias perigosas.
Rammell reconheceu que as conclusões do relatório não foram verificadas de forma independente, mas enfatizou que, se forem precisas, as alegações representariam uma escalada “extraordinária” nas táticas de Teerã contra seus próprios cidadãos. “Se isso se confirmar, é aterrador, e uma reação forte e coordenada da comunidade internacional é essencial”, disse ele à Newsweek.
Qualquer uso confirmado de armas químicas constituiria uma violação da Convenção sobre Armas Químicas, da qual o Irã é signatário, potencialmente desencadeando graves consequências diplomáticas e legais para o regime já isolado.
Repressão Mais Mortal em Décadas
As acusações de armas químicas surgem em meio ao que analistas descreveram como a repressão mais mortal a protestos na história contemporânea do Irã. De acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), sediada nos EUA, pelo menos 3.308 mortes foram confirmadas, com mais de 4.300 casos adicionais sob análise. A Iran International estimou que pelo menos 12.000 manifestantes foram mortos, predominantemente durante duas noites em 8 e 9 de janeiro, com base em fontes do governo iraniano.
Rammell traçou paralelos históricos durante sua entrevista à GB News, fazendo referência ao ataque químico de Saddam Hussein em Halabja em 1988, que matou aproximadamente 5.000 curdos. “Há um contexto histórico nessa região”, disse ele. “Esta situação apresenta semelhanças marcantes”.
Relatos também indicam que durante os protestos de 2022 no Irã, um “gás verde não identificado” foi documentado nas manifestações, com imagens mostrando uma espessa fumaça verde envolvendo as ruas. O Ministério das Relações Exteriores do Irã não se pronunciou publicamente sobre as mais recentes acusações de armas químicas.
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