Um alto oficial de segurança israelense disse à ABC News que as Forças de Defesa de Israel precisam de “mais algumas semanas” para degradar completamente as capacidades militares iranianas, lançando dúvidas sobre a perspectiva de uma resolução diplomática rápida para a guerra que já dura um mês, mesmo com o presidente Donald Trump estendendo um prazo que ameaçava a infraestrutura energética do Irã.

Israel pressiona por tempo enquanto diplomacia empaca
O oficial, falando sob condição de anonimato, disse que as IDF conduziram 8.500 ataques no Irã desde o final de fevereiro e destruíram cerca de 400 mísseis balísticos iranianos e 335 lançadores de mísseis — aproximadamente 70% de todo o arsenal de lançadores do Irã. Mas o oficial alertou que “guerra não é uma explosão e acabou. É uma máquina contínua”.
As declarações, feitas à ABC News na terça-feira, ocorreram enquanto Trump postou no Truth Social que as negociações com o Irã estavam “indo muito bem” e anunciou na quinta-feira que pausaria os ataques ameaçados às usinas de energia iranianas por mais 10 dias, estabelecendo um novo prazo para 6 de abril. O Irã negou publicamente estar envolvido em qualquer negociação com Washington. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, disse à televisão indiana na quarta-feira que não havia “conversas ou negociações” entre os dois países.
O oficial israelense expressou preocupação de que qualquer acordo EUA-Irã possa não extrair concessões significativas, dizendo que aconselharia os negociadores americanos “a ver ações que possam ser medidas” — como o Irã entregar seus aproximadamente 400 quilogramas de urânio enriquecido.
Ghalibaf no Centro de Tempestade Diplomática
O alto funcionário identificou o presidente do parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, como líder das negociações por canais secretos com o governo Trump. Ele descreveu Ghalibaf — um ex-comandante da Força Aérea do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica — como “um extremista” e “não uma Madre Teresa”, acrescentando que Israel se absteria de atacá-lo apenas enquanto as negociações continuarem.
“Ele tem esse tipo de apólice de seguro enquanto conversa”, disse o funcionário. “Ninguém está seguro no Irã”.
Ghalibaf negou publicamente qualquer contato com Washington, postando no X que os relatos de negociações visavam “manipular os mercados” financeiros. A Iran International informou que a sugestão de contatos por canais secretos provocou um intenso debate político em Teerã, com a mídia ligada ao IRGC chamando os relatos de “operação psicológica”. A Fox News informou que, apesar da retórica linha-dura de Ghalibaf — incluindo avisos de que “Trump e Netanyahu cruzaram nossas linhas vermelhas e pagarão o preço” — alguns funcionários da Casa Branca o veem como alguém que poderia eventualmente liderar as negociações.
Minas Navais Aumentam a Complexidade
Autoridades israelenses enfatizaram que a suposta instalação de minas navais pelo Irã no Estreito de Ormuz continua sendo um desafio particularmente difícil. “Se um grande petroleiro fosse explodido por algumas minas navais, isso causaria estragos nos mercados, assim como nos seguros das companhias de navegação, e faria o preço do petróleo disparar”, alertou a autoridade.
O Gulf News, citando a CBS News e a CNN, informou que o Irã havia instalado pelo menos uma dúzia de minas equipadas com sensores Maham-3 e Maham-7 no estreito até o final de março. Os militares dos EUA têm como alvo embarcações iranianas de lançamento de minas — destruindo pelo menos 30, segundo a Casa Branca — mas a autoridade militar israelense autorizada que falou com repórteres disse que a premissa de trabalho deve ser de que o estreito está minado.
No início desta semana, o governo Trump enviou uma proposta de 15 pontos ao Irã via Paquistão abordando mísseis, programas nucleares e rotas marítimas, mas Teerã a rejeitou e apresentou seu próprio plano de cinco pontos exigindo reparações e reconhecimento da soberania sobre a hidrovia.
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