FGC inicia pagamento de R$ 4,8 bi a credores do Banco Pleno.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deu início nesta segunda-feira (23) ao processo de pagamento de garantias aos 152 mil credores do Banco Pleno, instituição que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em fevereiro. O valor total a ser desembolsado pelo fundo é de R$ 4,8 bilhões.
Desde as 10h desta segunda-feira, depositantes e investidores pessoas físicas já podem solicitar o resgate por meio do aplicativo oficial do FGC. Para pessoas jurídicas, o pedido deve ser concluído pelo site do fundo. A liberação ocorreu após o liquidante nomeado pelo Banco Central concluir a consolidação e revisão das informações dos credores da instituição.
Contexto da liquidação
O Banco Pleno, anteriormente chamado de Banco Voiter, integrou o conglomerado do Banco Master até julho de 2025, quando foi vendido ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Após a prisão de seu controlador em novembro, a instituição enfrentou dificuldades para captar CDBs no mercado. Sem funding, a crise de liquidez inviabilizou as operações, levando o Banco Central a decretar a liquidação extrajudicial em 18 de fevereiro.
A garantia do FGC cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, abrangendo produtos como conta corrente, poupança, CDB, RDB, LCI, LCA e LCD, com um teto global de R$ 1 milhão por pessoa a cada quatro anos.
Impacto bilionário no sistema
O caso do Banco Pleno se insere num contexto mais amplo de crise envolvendo instituições ligadas ao conglomerado Master. Com essa nova liquidação, a exposição total do FGC ao grupo ultrapassa R$ 50 bilhões, configurando o maior acionamento da história do fundo.
Segundo o FGC, os pagamentos relativos aos bancos Master, Master de Investimento e Letsbank já atingiram 689 mil pessoas — 89% dos credores — com R$ 39 bilhões desembolsados, equivalentes a 96% do valor previsto. No caso do Will Bank, o fundo ainda aguarda a lista completa de credores para iniciar os pagamentos integrais.
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