Investidores estrangeiros injetam US$ 6 bilhões em ações brasileiras, superando total de 2025.

Investidores estrangeiros injetaram mais de 33 bilhões de reais (US$ 6,3 bilhões) em ações brasileiras em 2026, superando o total de todo o ano anterior em apenas seis semanas e impulsionando o mercado acionário do país a patamares inéditos.
Até 11 de fevereiro, as entradas de capital estrangeiro atingiram 33,5 bilhões de reais, segundo dados da bolsa brasileira B3, muito acima dos 25,4 bilhões de reais registrados ao longo de todo 2025. O influxo marca uma mudança drástica em relação ao início de 2025, quando investidores estavam retirando dinheiro das ações brasileiras em meio a preocupações fiscais.
Volumes Recordes de Negociação
O aumento da participação estrangeira impulsionou a atividade de negociação para os níveis mais altos em vários anos. O volume médio diário de negociação no segmento de ações atingiu 33,8 bilhões de reais em janeiro de 2026, um aumento de 43,5% em relação ao mesmo mês de 2025 e o nível mais alto desde novembro de 2022, de acordo com dados da B3 reportados pela InfoMoney.
O índice de referência Ibovespa estabeleceu 11 recordes históricos em 2026, incluindo dois apenas nos primeiros dez dias de fevereiro. Em 10 de fevereiro, o índice subiu 2% e fechou em 189.699 pontos, seu maior nível de fechamento já registrado. A alta rendeu ganhos de mais de 18% no acumulado do ano, tornando o Brasil um dos mercados de ações com melhor desempenho no mundo.
Rotação Global de Portfólio
Analistas atribuem o influxo de capital a uma rotação global de portfólio, já que investidores buscam diversificação para além dos mercados americanos e em direção a economias emergentes. “O movimento atual está relacionado à rotação de portfólio no exterior, com investidores reduzindo sua concentração em ativos americanos e de crescimento”, informou a CNN Brasil, citando dados da B3.
As valuations relativamente baixas do Brasil continuam sendo um grande atrativo. O mercado é negociado a aproximadamente 10,5 vezes lucros, em comparação com mais de 20 vezes para ações americanas e cerca de 14 vezes para o índice MSCI Emerging Markets mais amplo, de acordo com Victor Penna, chefe de pesquisa da BB-BI, em entrevista à EXAME.
Saída de Investidores Domésticos
Enquanto estrangeiros têm entrado em massa, investidores institucionais brasileiros seguiram na direção oposta. Instituições domésticas retiraram 26,5 bilhões de reais no acumulado do ano até 11 de fevereiro, enquanto investidores individuais registraram saídas líquidas de 5,2 bilhões de reais. O contraste evidencia uma divergência persistente entre o sentimento internacional e local em relação às ações brasileiras.
Analistas da XP elevaram sua meta de final de ano para o Ibovespa para 190.000 pontos, com um cenário otimista chegando a 235.000 pontos.
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