O Banco Central do Brasil segue avançando na chamada “agenda evolutiva do Pix” e prepara um conjunto de novas funcionalidades para o sistema de pagamentos instantâneos ao longo de 2026 e 2027. Entre as principais novidades projetadas para o próximo ano estão o Pix Internacional, o Pix em Garantia e o Pix por Aproximação Offline — modalidade que permitirá transações mesmo sem conexão com a internet.
Novidades previstas para 2026 e 2027
Para este ano, o BC já implementou medidas como o Pix por Aproximação via NFC, o Pix Automático em conta-salário para pagamentos recorrentes e o aprimoramento do Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0), que entrou em vigor em fevereiro com foco na recuperação mais rápida de valores em casos de fraude. Também estão previstas para 2026 a obrigatoriedade da cobrança híbrida — que exigirá QR Code em todos os boletos digitais —, o pagamento de duplicatas empresariais por Pix e o chamado split tributário, que fará a separação automática de tributos no momento do pagamento.
Para 2027, condicionadas à disponibilidade de recursos do BC, as novidades ganham maior ambição. O Pix Internacional visa interligar sistemas de pagamento instantâneo entre países. Segundo o BC, o formato atual de uso do Pix no exterior — aceito em estabelecimentos específicos de países como Argentina, Estados Unidos e Portugal — ainda é “parcial”, e o objetivo é viabilizar pagamentos transfronteiriços de forma definitiva. Já o Pix por Aproximação Offline permitirá transações por NFC mesmo sem acesso a Wi-Fi ou rede móvel, ampliando a inclusão financeira em regiões com baixa conectividade. Outra adição será o Pix em Garantia, que possibilitará o uso de recebíveis futuros via Pix como garantia em operações de crédito, beneficiando especialmente autônomos e pequenos empreendedores.
Um sistema em expansão
O Pix movimentou R$ 35,36 trilhões em 2025, estabelecendo um novo recorde e consolidando-se como a principal ferramenta de pagamentos do país. Ticiana Amorim, CEO da Aarin Tech-fin, avaliou que “em 2026, o Pix deixa de ser apenas uma alternativa e se consolida como infraestrutura central de pagamentos no País”. O BC também discute a padronização do Pix Parcelado, hoje oferecido por instituições financeiras de forma independente, mas ainda sem prazo definido para regulamentação.
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