Imagens de satélite revelam campanha silenciosa dos EUA e Israel contra instalações de armas químicas e biológicas do Irã.

Imagens de satélite revelam campanha silenciosa dos EUA e Israel contra instalações de armas químicas e biológicas do Irã.

Instalações iranianas ligadas à pesquisa de armas químicas e biológicas foram atingidas por forças dos Estados Unidos e de Israel ao longo dos cinco semanas de guerra, com muitos dos ataques passando praticamente despercebidos, segundo uma análise publicada pelo Defense News em 7 de abril. Imagens de satélite e postagens em redes sociais que vazaram do Irã revelaram danos a instalações operadas pelo Ministério da Defesa iraniano, pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica e por entidades híbridas que transitam entre usos civis e militares.

Uma Campanha Silenciosa Contra Alvos de Duplo Uso

Entre os alvos mais proeminentes estavam a Companhia de Fabricação Farmacêutica Darou Pakhsh e o Instituto Pasteur do Irã, ambos atacados na Província de Teerã nos dias 1 e 2 de abril, de acordo com o Critical Threats Project do American Enterprise Institute e o Institute for the Study of War. O governo japonês listou ambas as entidades como associadas a atividades iranianas de armas biológicas e químicas. O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou os ataques ao Instituto Pasteur, classificando-os como “devastadores, cruéis e desprezíveis”, e descrevendo a instalação centenária como o mais antigo centro de pesquisa em saúde pública do Oriente Médio.

Outros locais atingidos incluem a sede da Organização de Inovação e Pesquisa Defensiva, conhecida como SPND, e a Universidade de Tecnologia Malek Ashtar, embora autoridades israelenses tenham caracterizado esses ataques como direcionados à infraestrutura nuclear e de mísseis, e não a programas químicos ou biológicos. As FDI descreveram a Malek Ashtar como “um site estratégico de pesquisa e desenvolvimento utilizado pelo regime terrorista iraniano para desenvolver componentes para a produção de armas nucleares”.

Analistas Questionam a Profundidade do Esforço

Jim Lamson, ex-analista da CIA que passou 23 anos focado em questões de armamentos iranianos, manifestou dúvidas sobre se a campanha contra instalações de armas químicas e biológicas representava uma estratégia deliberada. “Parece quase algo pensado de última hora, com prioridade menor para os planejadores da guerra”, disse Lamson ao Defense News. Ele observou que muitas das instalações atacadas foram alvo por seu papel em programas nucleares e de mísseis, e não especificamente por suas pesquisas químicas e biológicas.

Lamson, atualmente pesquisador sênior associado no Centro James Martin para Estudos de Não Proliferação, vem monitorando essas instalações desde antes das primeiras ondas de ataques, em junho de 2025, durante as quais apenas algumas delas foram destruídas.

Obrigações por Tratados e Suspeitas Persistentes

O Irã é signatário tanto da Convenção sobre Armas Biológicas quanto da Convenção sobre Armas Químicas, mas Washington vem levantando preocupações sobre o cumprimento dessas obrigações por Teerã há anos. A Foundation for Defense of Democracies observou em fevereiro que, durante os ataques de junho de 2025, Israel destruiu um centro de pesquisa de armas químicas e nucleares conhecido como complexo Shahid Meisami. Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, a campanha conjunta EUA-Israel se expandiu muito além de alvos militares estritamente definidos, passando a incluir instalações da indústria de defesa, siderúrgicas e petroquímicas.

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