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Liquidação da Reag e pagamentos da Arena Corinthians

A liquidação extrajudicial da gestora de fundos Reag Trust, decretada pelo Banco Central em 15 de janeiro, provocou um efeito colateral direto nas finanças da Neo Química Arena. Com as contas do Arena Fundo de Investimento Imobiliário (FII) bloqueadas, os pagamentos aos fornecedores responsáveis ​​pela operação do estádio do Corinthians estão suspensos desde o dia 14 de janeiro.

O diretor financeiro do clube, Emerson Piovesan, confirmou a paralisação à Folha de S.Paulo. “O ponto sensível no momento, na razão da liquidação da Reag, é a impossibilidade de pagamento das contas do fundo, o que impacta temporariamente o pagamento de fornecedores desde o dia 14/01”, afirmou. O dirigente não revelou o volume financeiro envolvido nem quantos assuntos de serviço foram atingidos pela suspensão.

O com o caso Master

A Reag Trust teve seus bens bloqueados após decisão assinada pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, motivada por “graves normas transparentes às normas do Sistema Financeiro Nacional”. Um gestor é investigado pela Polícia Federal por integrar um esquema de fundos com valores inflados artificialmente, associados às operações do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro.

A empresa já havia sido alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025, que apurou fraudes bilionárias e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, com possíveis conexões ao crime organizado. Segundo o Banco Central, os fundos administrados pela Reag estruturaram operações fraudulentas com o Banco Master entre julho de 2023 e julho de 2024.

Substituição em andamento

Para contornar o impasse, o Corinthians trabalha na substituição do gestor e da administradora do fundo. Embora não tenha confirmado oficialmente, a tendência é que o acordo seja fechado com o Grupo Planner, que adquiriu a Companhia Brasileira de Serviços Financeiros (Ciabrasf), antiga administradora de fundos ligados à Reag.

“O clube está atuando de forma ativa para solucionar essa questão e, paralelamente, adotando todas as medidas para a substituição do gestor e do administrador do fundo”, declarou Piovesan. O balanço mais recente do Arena FII registra R$ 99,6 milhões em “receitas operacionais a receber” do Corinthians.

Apesar da paralisação financeira, a operação do estádio segue normalmente, segundo o clube. “Atualmente, a arena encontra-se em plena operação, não havendo, no horizonte do clube, qualquer cenário que indique a interrupção de suas atividades”, garantiu o diretor financeiro, acrescentando que os jogos do time profissional não serão afetados.

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