Dique da Vale rompe em MG e paralisa operações da CSN.

Um dique pertencente à mineradora Vale rompeu na madrugada deste domingo (25/1) no distrito de Pires, na divisão entre Ouro Preto e Congonhas, na Região Central de Minas Gerais. A estrutura cedeu após fortes chuvas e provocou uma inundação de lama que atingiu instalações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), paralisando operações e levando à evacuação de cerca de 200 trabalhadores. Não houve registro de feridos.
O acidente ocorre exatamente sete anos após a tragédia da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, que deixou 272 pessoas mortas, sendo duas grávidas, e duas vítimas nunca feridas.
Impacto nas operações
A água e a lama atingiram cerca de 1,5 metro de altura, invadindo o escritório, três escritórios e o almoxarifado da CSN na região. Segundo relatos de funcionários, parte da equipe ficou ilhada por aproximadamente uma hora antes de ser resgatada. O plano de emergência interno da empresa foi acionado imediatamente.
De acordo com a Rádio Itatiaia, uma representação da própria CSN nas proximidades estaria ajudando a conter a água proveniente do rompimento, evitando o agravamento da situação. O curso d’água afetado segue em direção ao centro urbano de Congonhas e passa próximo à rodoviária, segunda reportagem do Estado de Minas.
Equipes da CSN iniciaram a limpeza da área afetada e aguardaram a fiscalização ambiental para avaliação dos danos. Segundo o Estado de Minas, até a tarde deste domingo, a Vale não havia contatado oficialmente a CSN ou fornecido informações sobre o incidente.
A Defesa Civil estadual de Minas Gerais confirmou ter recebido a ocorrência e deslocou equipes ao local. As prefeituras de Congonhas e Ouro Preto também enviaram agentes para a região. O secretário da Defesa Civil de Ouro Preto, Moisés Santos, afirmou que o órgão recebeu informações sobre o colapso da estrutura conhecida como dique Esmeril, mas não houve comunicado formal da mineradora.
Em nota, a Prefeitura de Ouro Preto informou que o incidente ocorreu em uma área rural distante da sede municipal. “Neste momento, agentes da Secretaria de Segurança e Trânsito, juntamente com o Departamento de Defesa Civil, estão se deslocando até o local para averiguação in loco”, afirmou a administração municipal.

Segundo o G1, o reservatório seria responsável por reter água pluvial e não suportou o volume intenso de chuvas registrado no sábado. O secretário de Meio Ambiente de Congonhas se deslocou ao local para avaliar os impactos ambientais. A Vale foi procurada por diversos veículos de imprensa, mas não se manifestou até a última atualização das reportagens.
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