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Índia, Brasil, Alemanha e Japão propõem ampliar o Conselho de Segurança.

Índia, Brasil, Alemanha e Japão emitiram um alerta contundente nas Nações Unidas esta semana: novos atrasos na reforma do Conselho de Segurança causam “mais sofrimento e miséria humana” à medida que os conflitos globais continuam a ceifar vidas inocentes.

Falando em nome das nações do G4 nas Negociações Intergovernamentais (IGN) em Nova York na quarta-feira, o Representante Permanente da Índia, P. Harish, apresentou um modelo abrangente para reestruturar o mais alto órgão de tomada de decisões da ONU. “Com inúmeras vidas inocentes perdidas todos os dias em conflitos em curso, convidamos coletivamente fazer cada momento valer a pena”, disse Harish, segundo a IANS.

Proposta de Reforma Toma Forma

O modelo do G4 propõe expandir o Conselho de Segurança dos atuais 15 membros para 25 ou 26 assentos, incluindo seis novas posições permanentes. Segundo a proposta, dois assentos permanentes iriam para a África, dois para a região Ásia-Pacífico, e um para cada América Latina e Europa Ocidental. O plano também prevê novos assentos não permanentes com “devida consideração” aos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento.

Harish enfatizou que refletir como “realidades geopolíticas contemporâneas” é um “princípio fundamental” por trás da proposta. As nações do G4, que há muito defendem em conjunto a reforma do Conselho enquanto apoiam mutuamente as candidaturas umas das outras para membros permanentes, também rejeitaram sugestões de alocar assentos com base em afiliação religiosa.

“Propostas para introduzir novas seções, como afiliação religiosa, contrariam a prática exigida da ONU e acrescentam complexidade especial a uma discussão já difícil”, declarou Harish.

Oposição e Contexto Mais Amplo

O esforço de reforma enfrentou a resistência do grupo Unindo pelo Consenso, liderado pela Itália e que inclui o Paquistão, que se opõe à criação de novos assentos permanentes. O representante permanente adjunto da Itália, Gianluca Greco, insistiu que o consenso deve ser alcançado em todas as questões antes que as negociações formais possam obrigar.

Harish criticou a oposição: “Por décadas, os defensores do status quo criaram obstáculos e impediram avanços. Ao fazer isso, eles diminuíram para o fracasso do Conselho de Segurança”.

O Representante Permanente do Japão, Yamazaki Kazuyuki, observou que a região Ásia-Pacífico está sub-representada, ocupando apenas um quinto dos assentos do Conselho, apesar de compreender 54 membros da ONU e mais da metade da população mundial.

ONU sob escrutínio

A pressão do G4 acontece em um momento em que a Organização das Nações Unidas enfrenta questionamentos crescentes sobre sua eficácia. A declaração veio apenas um dia depois que o presidente Donald Trump criticou a ONU em um briefing na Casa Branca, dizendo que ela “simplesmente não tem sido muito útil” e “nunca alcançou seu potencial”. Trump lançou posteriormente a sua iniciativa “Conselho da Paz” em Davos, o que, segundo alguns analistas, poderia enfraquecer a autoridade da ONU.

O G4 pediu negociações baseadas em texto com “marcos e prazos claramente definidos” e defendeu progressos em direção a um modelo consolidado que pudesse servir como precursor para discussão substanciais de reforma.

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