Aneel aprova aumento médio de 24% na conta de luz em Roraima.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (20) um aumento médio de 24,13% nas tarifas de energia elétrica em Roraima, com as novas tarifas entrando em vigor a partir de 25 de janeiro. O reajuste atinge cerca de 213 mil unidades consumidoras atendidas pela Roraima Energia nos 15 municípios do estado.
A decisão inverte a trajetória do ano anterior, quando consumidores residenciais do estado tiveram redução de 3,12% nas tarifas. O principal fator que explica a alta expressiva é a recente interligação de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN), efetivada em 1º de janeiro de 2026.
Impacto por tipo de consumidor
O reajuste varia conforme o perfil de consumo. Para consumidores conectados em alta tensão, como grandes indústrias, shoppings e hospitais, o aumento médio será de 28,93%. Já para os consumidores de baixa tensão, categoria que inclui residências, pequenos comércios e escolas, o reajuste médio será de 22,90%.
O diretor-relator Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva apresentou o voto que foi aprovado por unanimidade durante a primeira reunião pública ordinária da agência em 2026. Segundo a Folha de Boa Vista, a sessão durou apenas cinco minutos, sem discussões aprofundadas entre os diretores.
Integração ao SIN eleva custos
Com a entrada no sistema nacional, a distribuidora passou a arcar com despesas que antes não existiam. Os encargos setoriais tiveram alta de 80,3% em relação ao processo tarifário anterior, contribuindo com 9,01 pontos percentuais para o reajuste. Os custos de transmissão registraram aumento de 1.166%, impactando a tarifa em 4,38%.
A Roraima Energia também passou a participar do rateio de riscos hidrológicos associados às usinas hidrelétricas contratadas no mercado regulado, incluindo Itaipu e Angra, o que adicionou 2,87% ao efeito tarifário.

Parcela A representa 72% da tarifa
Segundo a Aneel, a maior parte do reajuste decorre de custos classificados na Parcela A, que representam cerca de 72% da tarifa e não são gerenciáveis pela distribuidora. A Parcela B, relacionada aos custos operacionais da empresa, teve variação de apenas 1,04%, abaixo da inflação do período.
Alguns fatores ajudaram a reduzir parcialmente o impacto, como a quitação da CDE Conta-Covid, que retirou 1,41% do efeito tarifário, e a queda de 2,8% nos custos de compra de energia. Ainda assim, esses elementos não foram suficientes para neutralizar o aumento estrutural de despesas decorrente da integração ao sistema nacional.
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