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Fabricantes ucranianos de drones impedidos de exportar interceptadores apesar da crescente demanda no Golfo.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy anunciou nesta semana que Kiev enviou drones interceptadores e especialistas militares para vários países do Oriente Médio para ajudar a combater ataques de drones iranianos, aproveitando a oportunidade para mostrar a experiência em defesa aérea conquistada com dificuldade pela Ucrânia, enquanto o conflito EUA-Irã se intensifica no Golfo.

Em entrevista ao The New York Times, Zelenskyy disse que os Estados Unidos fizeram a solicitação na quinta-feira passada e a Ucrânia se mobilizou no dia seguinte, enviando especialistas em drones e tecnologia interceptadora para a Jordânia para ajudar a proteger bases americanas no país, além de equipes para o Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. “Reagimos imediatamente”, disse Zelenskyy. “Eu disse, sim, claro, vamos enviar nossos especialistas.” A Casa Branca não confirmou a solicitação.

Uma Equação de Custos que Favorece a Ucrânia

O apelo da tecnologia de drones ucraniana está em sua economia. Um drone Shahed de design iraniano custa cerca de US$ 30.000, enquanto um único míssil interceptador Patriot chega à casa dos milhões. Os drones interceptadores da Ucrânia, por outro lado, custam entre US$ 1.000 e US$ 2.000 cada, segundo a Associated Press, e foram desenvolvidos do protótipo à produção em massa em apenas alguns meses durante 2025. Sobre a capital Kiev, os drones interceptadores foram responsáveis por mais de 70% dos abates de Shaheds em fevereiro, de acordo com o Comandante-em-Chefe da Ucrânia, Oleksandr Syrskyi.

Zelenskyy afirmou que mais de dez países procuraram a Ucrânia para obter assistência na defesa contra os Shaheds iranianos. Em troca, Kiev busca mísseis PAC-3 americanos para seus próprios sistemas Patriot, suprimentos que se tornaram mais escassos à medida que o conflito no Oriente Médio consome os estoques. Zelenskyy observou que nações do Golfo usaram mais de 800 interceptadores Patriot em apenas três dias — mais do que a Ucrânia manteve em reserva ao longo de quatro anos de guerra.

Barreiras à Exportação e Negativas das Empresas

Apesar da crescente demanda, os fabricantes ucranianos de drones enfrentam barreiras legais para exportação. A Wild Hornets, fabricante do drone interceptador Sting, afirmou na quinta-feira que “atualmente não está autorizada a exportar drones”, embora o governo ucraniano esteja em discussões com nações parceiras sobre possíveis vendas. A empresa também negou uma reportagem do Wall Street Journal de que estaria em negociações diretas com a Saudi Aramco para vender interceptadores destinados à proteção de infraestrutura petrolífera.

Outro fabricante, a SkyFall, informou à Reuters que sua capacidade de produção agora excede as necessidades de compra da Ucrânia e que recebeu consultas de aliados do Oriente Médio. A empresa ucraniana TAF Industries teria recebido solicitações dos Emirados Árabes Unidos para 5.000 drones e do Catar para 2.000.

Uma Guerra em Constante Expansão

A urgência por trás dessas discussões cresce a cada dia. Desde que a Operação Fúria Épica começou em 28 de fevereiro, o Irã lançou milhares de drones e centenas de mísseis contra estados do Golfo, atingindo infraestrutura petrolífera na Arábia Saudita, depósitos de combustível no Bahrein e um centro de operações táticas no Kuwait que matou seis militares americanos. Até 10 de março, apenas os Emirados Árabes Unidos reportaram 1.475 drones e 270 mísseis lançados em direção ao seu território. Para a Ucrânia, a crise no Oriente Médio representa tanto uma ameaça — pressionando ainda mais a cadeia de suprimentos de armamentos da qual depende — quanto uma oportunidade para provar sua tecnologia de defesa em um novo campo de batalha.

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