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Pesquisas apontam alta do pessimismo econômico e desaprovação a Lula.

A maioria dos brasileiros desaprova a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e enxerga piora na economia, segundo pesquisas divulgadas nesta semana. Os levantamentos revelam um descompasso entre a percepção popular e indicadores macroeconômicos que apontam desemprego em mínimas históricas e crescimento do PIB.

Pesquisas mostram desaprovação majoritária

Levantamento da Ipsos/Ipec divulgado nesta terça-feira (10) indica que 51% dos entrevistados desaprovam a maneira como Lula governa o país, enquanto 43% aprovam. A pesquisa ouviu 2.000 pessoas entre 5 e 9 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais. Na avaliação do governo, 40% classificam a gestão como “ruim ou péssima” e 33% como “ótima ou boa”.

Os números se alinham à pesquisa Datafolha publicada no sábado (7), que registrou 40% de avaliação negativa do governo — ante 37% em dezembro de 2025 — e 32% de avaliação positiva, mantida estável. Quanto ao trabalho de Lula como presidente, 49% desaprovam e 47% aprovam. O cenário é semelhante ao apontado pela AtlasIntel/Bloomberg em fevereiro, quando a desaprovação atingiu 51,5%.

Pessimismo econômico avança apesar de indicadores positivos

A pesquisa Datafolha também revela uma deterioração na percepção econômica. A parcela de brasileiros que acredita que a economia piorou saltou de 41% em dezembro para 46% em março, enquanto os que veem melhora recuaram de 29% para 24%. O pessimismo sobre o futuro é ainda mais acentuado: 35% esperam piora nos próximos meses, proporção que era de 21% em dezembro.

O paradoxo está nos dados oficiais. Segundo o Banco Central, a atividade econômica cresceu 2,5% em 2025. O país registrou a menor taxa de desemprego desde 2012, de 5,2%, e criou mais de 5 milhões de empregos formais desde o início do mandato. A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda projeta expansão de 2,3% do PIB em 2026.

Inflação e juros explicam o descolamento

Analistas atribuem a distância entre percepção e indicadores ao impacto da inflação no cotidiano, especialmente nos preços de alimentos, e aos juros elevados, com a Selic em 15% ao ano. O pessimismo é mais agudo entre evangélicos (57% dizem que a economia piorou), empresários (65%) e pessoas com renda acima de dez salários mínimos (69%). No Nordeste, região onde Lula mantém maior aprovação, o otimismo ainda é relativamente mais alto, com 36% esperando melhora.

Com a eleição presidencial marcada para outubro, o cenário impõe desafios ao governo. A Datafolha aponta que Lula lidera as intenções de voto com 36% no primeiro turno estimulado, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro com 25%, mas a rejeição ao presidente chegou a 46% — patamar que estreita a margem de manobra eleitoral.

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