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Alckmin pede punição rigorosa no escândalo do Banco Master.

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, defendeu apuração e punição rigorosas a todos os envolvidos no escândalo do Banco Master, que gerou prejuízos bilionários a investidores e entidades públicas e privadas. A declaração foi feita na segunda-feira (10) ao jornalista José Luiz Datena, na estreia do programa “Na Mesa com Datena”.

“Está ficando claro que tinham pessoas dentro do Banco Central, que é o órgão responsável pela fiscalização e pelo acompanhamento do sistema financeiro, que tinham envolvimentos. Já ficou claríssimo isso. Tem que ser feita apuração rigorosa, punição rigorosa”, afirmou Alckmin.

​O escândalo

A Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, investiga fraudes bilionárias atribuídas ao Banco Master, que teria emitido R$ 50 bilhões em CDBs prometendo juros acima do mercado sem comprovar liquidez para honrar os pagamentos. Segundo as investigações, a instituição fabricava carteiras de crédito falsas e usava dinheiro de novos investidores para pagar os antigos. O rombo ao Fundo Garantidor de Créditos pode chegar a R$ 47 bilhões.

Na semana passada, o financista Daniel Vorcaro, dono do banco, foi preso pela terceira vez, após a PF identificar em seu celular mensagens em que ele ameaçava jornalistas e autoridades. A decisão, autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, revelou a existência de quatro núcleos na organização criminosa, incluindo corrupção de servidores do Banco Central, lavagem de dinheiro e espionagem. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou o caso como a maior fraude bancária da história do Brasil.

Crise institucional

O caso também atinge o Supremo Tribunal Federal. O presidente do STF, Edson Fachin, declarou no dia 9 de março que as investigações irão “até o fim, doa a quem doer”, em referência a ministros da corte mencionados nos dados extraídos do celular de Vorcaro. Os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes são alvo de questionamentos — Toffoli por supostas relações financeiras com o banqueiro, e Moraes por um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o escritório de advocacia de sua esposa e o Banco Master.

Saída do ministério

Além de comentar o escândalo, Alckmin confirmou na semana anterior, em coletiva de imprensa em 5 de março, que deixará o comando do MDIC no dia 4 de abril, prazo legal de descompatibilização para poder participar da campanha de reeleição da chapa com o presidente Lula. Alckmin permanece como vice-presidente, cargo que não exige afastamento para a disputa eleitoral.

#Alckmin #bancomaster

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