Haddad confirma saída da Fazenda na próxima semana.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), confirmou que deixará o governo na próxima semana, abrindo caminho para que o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, assuma o comando da política econômica do governo Lula em ano eleitoral. A saída, prevista para ocorrer entre quarta e quinta-feira, encerra meses de especulação sobre o futuro do ministro, que vinha sinalizando a intenção de deixar o cargo desde dezembro de 2025.
Segundo apuração da CNN Brasil, Haddad deve se candidatar ao governo de São Paulo, onde o PT busca um nome competitivo para enfrentar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), favorito nas pesquisas. Embora o próprio Haddad não tenha confirmado a candidatura, seu entorno político já considera a disputa como certa. Uma pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (8) mostrou Tarcísio com 44% das intenções de voto contra 31% de Haddad, que pontua melhor que outros nomes cogitados pelo governo, como Geraldo Alckmin e Simone Tebet.
Continuidade na equipe econômica
A escolha de Durigan foi construída pelo próprio Haddad, que levou o nome do secretário-executivo ao presidente Lula em janeiro. A indicação é vista como uma aposta na continuidade da agenda fiscal conduzida nos últimos três anos, incluindo a reforma tributária, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a revisão de benefícios fiscais. O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, deve ocupar a secretaria-executiva deixada por Durigan.
Advogado formado pela Universidade de São Paulo e mestre pela Universidade de Brasília, Durigan, de 41 anos, está na secretaria-executiva da Fazenda desde junho de 2023, quando substituiu Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco Central. Antes de entrar no governo, trabalhou como diretor de Políticas Públicas do WhatsApp e foi assessor de Haddad na Prefeitura de São Paulo.
Contexto eleitoral
A saída de Haddad faz parte de uma reorganização mais ampla do governo, em que cerca de 20 ministros devem deixar seus cargos para participar das eleições de 2026. O presidente Lula tem preferência para que os secretários-executivos assumam o comando das pastas durante o período eleitoral. Além da Fazenda, também devem sair Rui Costa, da Casa Civil, e Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais.
Em evento recente, Durigan reforçou o compromisso com o equilíbrio fiscal e afirmou que a Fazenda seguirá com “uma grande política de revisão de benefícios fiscais” em 2026.
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