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Irã aprova suspensão de ataques no Golfo após aviso de retaliação da Arábia Saudita.

O conselho de liderança temporária do Irã aprovou uma suspensão de ataques contra países vizinhos do Golfo no sábado, após um aviso contcontundente da Arábia Saudita de que a continuidade dos ataques em seu território e infraestrutura energética poderia levar Riad a abrir suas bases militares para as forças americanas, segundo a Reuters.

O anúncio do presidente iraniano Masoud Pezeshkian veio uma semana após o início de um conflito desencadeado por ataques americanos e israelenses ao Irã que começaram em 28 de fevereiro, após o colapso das negociações nucleares e o assassinato do Líder Supremo aiatolá Ali Khamenei.

Ultimato Saudita

Dois dias antes do discurso televisionado de Pezeshkian, o ministro das Relações Exteriores saudita, príncipe Faisal bin Farhan, conversou diretamente com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, disseram quatro fontes à Reuters. O príncipe Faisal enfatizou que nem a Arábia Saudita nem outros estados do Golfo haviam permitido que os EUA usassem seu espaço aéreo ou território para atacar o Irã, mas alertou que, se os ataques iranianos às instalações energéticas sauditas persistissem, Riad não teria “outra escolha” a não ser permitir que as forças americanas operassem a partir de suas bases. Ele acrescentou que a própria Arábia Saudita retaliaria contra novos ataques à sua infraestrutura crítica.

O reino mantinha comunicação constante com Teerã por meio de seu embaixador desde o início da guerra, disseram as fontes. O ministro da Defesa saudita, príncipe Khalid bin Salman, separadamente instou o Irã a “evitar erros de cálculo” e se reuniu com o chefe do exército do Paquistão para discutir a crise.

Pedido de Desculpas e Contradição

Em seu pronunciamento em vídeo de sábado, Pezeshkian afirmou que o conselho de liderança interino — o órgão tripartite que governa o Irã desde a morte de Khamenei — havia revogado a autoridade militar de “atirar à vontade”. “Devo pedir desculpas aos países vizinhos que foram atacados pelo Irã, em meu próprio nome”, disse ele, acrescentando que os ataques cessariam, a menos que um ataque ao Irã se originasse daquelas nações.

Mas a promessa rapidamente se desfez. Sirenes de defesa aérea e interceptações foram reportadas em toda a Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Bahrein logo após o anúncio, de acordo com o Arab News. O Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, o comando militar unificado do Irã, emitiu uma declaração contraditória afirmando que bases americanas e israelenses em toda a região continuavam sendo alvos e enfrentariam respostas “poderosas e pesadas”. A desconexão expôs o que o New York Times descreveu como divisões cada vez mais profundas dentro da liderança iraniana, com o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica operando em grande parte além do controle civil.

Repercussões Regionais

O presidente dos EUA, Donald Trump, aproveitou o pedido de desculpas, escrevendo no Truth Social que o Irã havia “pedido desculpas e se rendido aos seus vizinhos do Oriente Médio”. Ele alertou que “hoje o Irã será atingido com muita força” e que alvos antes não considerados estavam agora “sob séria consideração para destruição completa”.

Na última semana, os Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar, Bahrein e Arábia Saudita sofreram ataques de drones e mísseis iranianos visando instalações militares dos EUA em seus territórios. O Aeroporto Internacional de Dubai suspendeu todos os voos, e o ministro da Energia do Catar alertou ao Financial Times que a guerra poderia “derrubar as economias do mundo”. Se o compromisso de Pezeshkian se manterá ainda é incerto, com o aparato militar do Irã mostrando poucos sinais de recuo.

#ArábiaSaudita #irã #retaliação

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