Israel afirma ter atingido quartéis-generais cibernéticos e militares em Teerã.

As forças armadas israelenses anunciaram em 4 de março que realizaram um ataque aéreo em grande escala contra um extenso complexo militar no leste de Teerã, tendo como alvo o que descreveram como o quartel-general das operações de guerra cibernética do Irã, juntamente com centros de comando de praticamente todas as divisões do aparato de segurança do país. O ataque representa um dos ataques mais concentrados contra a infraestrutura de segurança interna do Irã desde que a campanha norte-americana-israelense, conhecida como Operação Leão Rugidor e Fúria Épica, começou em 28 de fevereiro.
Um Complexo que Abriga o Aparato de Segurança do Irã
Mais de 100 jatos de combate israelenses lançaram mais de 250 munições sobre o complexo, de acordo com um porta-voz militar das FDI. As forças armadas israelenses afirmaram que a instalação abrigava o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica, da força de elite Quds do IRGC, da Diretoria de Inteligência, da organização paramilitar Basij, das forças de segurança interna e da unidade de guerra cibernética do Irã. As FDI também disseram ter atingido a unidade responsável por reprimir protestos iranianos e uma divisão de operações especiais conhecida como Unidade 4000 dentro da Organização de Inteligência do IRGC.
“Os quartéis-generais foram atingidos enquanto o pessoal do regime terrorista iraniano responsável por gerenciar a campanha, promover planos de terror contra o Estado de Israel e países da região, e reprimir civis iranianos estava operando neles”, disseram as FDI. O Middle East Eye informou que as forças armadas israelenses descreveram a operação como “guiada com precisão pela inteligência das FDI”.
Questionamentos Sobre o Impacto Cibernético
O Instituto para o Estudo da Guerra informou que os complexos continham o Quartel-General de Guerra Eletrônica e Defesa Cibernética, responsável pelo treinamento de defesa cibernética das forças da IRGC. Porém, especialistas alertam que destruir prédios físicos não necessariamente elimina as capacidades cibernéticas distribuídas de uma nação.
Um relatório de inteligência de ameaças da empresa de cibersegurança Anomali, compartilhado com a Defense One, alertou que os ataques “destruíram as opções militares convencionais do Irã, tornando as operações cibernéticas o único instrumento remanescente de retaliação assimétrica do regime”, e que as unidades cibernéticas iranianas foram “ativadas e estavam se reestruturando antes do gatilho cinético”. Shay Nachum, especialista israelense em segurança cibernética, disse ao The Jerusalem Post que a intranet interna do Irã — usada para serviços bancários, governamentais e sistemas industriais — continua operando e permanece como um alvo importante.
A Campanha Mais Ampla
Os ataques de 4 de março ocorreram no quinto dia da campanha militar conjunta EUA-Israel, que expandiu dos ataques iniciais a instalações de liderança e nucleares para um desmantelamento sistemático do aparato de segurança interna do Irã. Desde 28 de fevereiro, a coalizão atacou bases da Basij em pelo menos 15 cidades, delegacias de polícia, edifícios-sede da Guarda Revolucionária e instalações do ministério da inteligência em todo o país. As Forças de Defesa de Israel também atacaram o Conselho Supremo de Segurança Nacional, o Gabinete Presidencial e o edifício da Assembleia de Especialistas no centro de Teerã.
O Irã retaliou com mísseis balísticos — incluindo um com ogiva de munição cluster — direcionados a Israel e bases americanas em toda a região do Golfo. Ainda é uma questão em aberto se a destruição do quartel-general de guerra cibernética do Irã irá de fato degradar as capacidades digitais do regime, ou se, pelo contrário, acelerará sua mudança para retaliação cibernética assimétrica.
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