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Dados de satélite mostram que a iluminação noturna de Cuba caiu 50% em meio ao bloqueio de petróleo

Cuba está enfrentando sua pior crise energética em décadas, já que os esforços do governo Trump para cortar o fornecimento de petróleo da ilha mergulharam grande parte da nação na escuridão, paralisaram voos internacionais e forçaram o racionamento generalizado de combustível e serviços essenciais.

Uma análise da Bloomberg de imagens de satélite publicada na quinta-feira constatou que os níveis de iluminação noturna caíram até 50% em grandes cidades do leste, como Santiago de Cuba e Holguín, desde que os EUA começaram a bloquear os envios de combustível. A ilha governada por comunistas está há mais de um mês sem uma grande entrega de combustível, com os suprimentos da Venezuela cortados desde meados de dezembro após a captura do presidente Nicolás Maduro pelos EUA, e o México interrompendo os envios sob ameaça de tarifas.

Companhias Aéreas Suspensas e Hotéis Fechados

Os nove aeroportos internacionais de Cuba ficaram sem combustível de aviação em 10 de fevereiro, levando a Air Canada a cancelar todos os 16 voos semanais para a ilha e a WestJet a suspender suas operações. A escassez de combustível deve durar pelo menos até 11 de março, de acordo com avisos oficiais da aviação. A Rússia anunciou esta semana que evacuaria seus turistas e suspenderia temporariamente as operações aéreas para Cuba.

A crise devastou o setor de turismo de Cuba, uma de suas poucas fontes restantes de moeda estrangeira. Redes de hotéis incluindo Meliá, Iberostar e Valentin Hotels & Resorts começaram a fechar propriedades em Varadero e nos cayos do norte, realocando hóspedes para instalações consolidadas. As chegadas de turistas já haviam caído 18% no ano passado, atingindo o nível mais baixo em duas décadas, excluindo a pandemia.

Racionamento de Emergência e Ajuda Internacional

O governo cubano implementou medidas de austeridade abrangentes, reduzindo a carga horária escolar, encurtando o tempo de internação hospitalar, limitando o expediente de repartições públicas a quatro dias por semana e restringindo a venda de combustível a aproximadamente cinco galões por cliente, somente em dólares.

A empresa estatal de eletricidade de Cuba relatou déficits próximos a 2.000 megawatts nesta semana, com apagões que chegaram a durar até 24 horas consecutivas em algumas regiões. O presidente cubano Miguel Díaz-Canel confirmou em 6 de fevereiro que o país não recebe petróleo estrangeiro desde dezembro “devido às pressões e ao bloqueio de petróleo pelo governo dos Estados Unidos”.

Aliados internacionais começaram a responder. Dois navios da Marinha do México chegaram a Havana na quinta-feira trazendo mais de 800 toneladas de ajuda humanitária, incluindo alimentos e leite em pó. A presidente mexicana Claudia Sheinbaum prometeu enviar remessas adicionais e disse que seu governo está buscando esforços diplomáticos para restabelecer as entregas de petróleo. O governo chileno em fim de mandato também concordou na quinta-feira em enviar assistência humanitária.

A Embaixada da Rússia em Havana anunciou que petróleo e derivados de petróleo seriam enviados a Cuba “em um futuro próximo” como ajuda humanitária—a primeira entrega deste tipo desde fevereiro de 2025. No entanto, especialistas alertam que essas medidas podem apenas ganhar tempo. Jorge Piñón, especialista em energia cubana da Universidade do Texas em Austin, disse ao The New York Times: “Se não observarmos um petroleiro chegando a Cuba durante a segunda metade de março, estaremos em uma situação crítica”.

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