Banco do Brasil pagará R$ 5 bi para recompor FGC após crise Master

O Banco do Brasil deverá desembolsar mais de R$ 5 bilhões para recompor o caixa do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) após a liquidação do Banco Master. A estimativa foi revelada nesta quinta-feira (12) pelo diretor financeiro da instituição estatal, Geovanne Tobias, durante a apresentação dos resultados do banco em 2025.
O montante corresponde à antecipação de cinco anos de contribuições ao fundo, além de um aumento temporário de 50% na alíquota regular, que adicionará cerca de R$ 450 milhões a R$ 500 milhões anuais às despesas financeiras do BB. “Estamos abrindo mão de receita, é fato. E o regulador está ciente disso”, afirmou Tobias.
Plano emergencial do FGC
O Conselho do FGC aprovou na terça-feira (10) um plano emergencial para restabelecer a liquidez do fundo até o fim do primeiro trimestre. O rombo deixado pelo Banco Master é estimado entre R$ 40 bilhões e R$ 55 bilhões, o que pode consumir cerca de 30% do caixa do fundo.
Até o momento, o FGC já desembolsou aproximadamente R$ 36 bilhões dos mais de R$ 40 bilhões previstos para ressarcir credores do Master. O fundo ainda não iniciou os pagamentos referentes ao Will Bank, que integrava o conglomerado e teve a liquidação decretada em janeiro, com garantias estimadas em R$ 6,3 bilhões.
Peso recai sobre os grandes bancos
Segundo Tobias, os cinco maiores bancos do país — Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú e Santander — respondem por cerca de 80% das contribuições ao FGC. “A existência do FGC é fundamental para garantir a solidez do sistema financeiro”, defendeu o executivo.
A CEO do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, comparou a contribuição ao fundo a uma taxa de condomínio: “Se alguém não paga ou não cuida direito, haverá taxa extra para todos”. Ela afirmou que a crise no Master deve servir como aprendizado para ajustar a regulação do sistema financeiro brasileiro.
As instituições financeiras discutem com o Banco Central a possibilidade de liberar parte dos depósitos compulsórios para minimizar o impacto, mas Tobias ressaltou que essa decisão “compete única e exclusivamente ao Banco Central”.
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