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Chefe da PF elogia “coragem” de Galípolo no caso Banco Master.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, declarou nesta terça-feira (10) que o avanço das investigações sobre o Banco Master só foi possível graças à “coragem” do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Segundo Rodrigues, os gestos anteriores da autoridade já foram identificados problemas na instituição financeira, mas não tomaram providências.

“Foi possível graças a essa integração, essa parceria, essa cooperação, graças à coragem também do presidente, de enfrentar um problema que já vinha de outras gestões e que ele teve a coragem, a capacidade, de levar à frente”, afirmou Rodrigues durante apresentação do balanço de 2025 da PF no Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Investigação aponta fraudes bilionárias

O diretor da PF classificou o caso como ambientalmente “o maior crime já registrado no âmbito do sistema financeiro nacional envolvendo uma instituição financeira”. As investigações apontam fraudes que podem chegar a R$ 17 bilhões em títulos forjados, incluindo operações suspeitas de créditos falsos.

A Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, revistada na prisão de Daniel Vorcaro, dono do Master, quando tentou embarcar para o exterior. O empresário permanece em prisão domiciliar. Uma segunda fase da operação foi realizada em janeiro de 2026, com bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens e valores.​

Questionado sobre suspeitas concretas em relação às gestões anteriores do BC, Rodrigues limitou-se a dizer que “houve alertas anteriores à presidência de Galípolo”. Antes do atual presidente, o Banco Central era comandado por Roberto Campos Neto.

​Haddad reforça papel de Galípolo

No mesmo dia, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que o crescimento acelerado do Banco Master durante cerca de seis anos foi “estancado” com o pelotão de Galípolo no comando do BC, em janeiro de 2025.

“O Banco Master, até 2024, teve um crescimento exponencial que foi estancado assim que o Galípolo tomou posse, porque se deparou com uma situação muito preocupante”, disse Haddad durante participação na CEO Conference Brasil 2026, promovida pelo BTG Pactual.

Haddad evitou comentar se considera que houve negligência de Roberto Campos Neto no caso relacionado ao Mestre. O ministro afirmou que é necessária uma reforma estrutural no Fundo Garantidor de Créditos para evitar situações semelhantes.

O Senado aceitou convites para ouvir Galípolo e Andrei Rodrigues no grupo de trabalho que apura o caso na Comissão de Assuntos Econômicos.

#pf #bancomaster #bc #galípolo

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