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Cinco ministros do STF são sócios de 11 empresas privadas.

Um levantamento realizado pelo portal UOL a partir de dados da Receita Federal revelou que cinco ministros do Supremo Tribunal Federal mantêm vínculos ativos com 11 empresas nos setores de educação, agronegócio, gestão imobiliária e advocacia. O mapeamento foi publicado em meio a um período de escrutínio sobre a Corte, após revelações de relações empresariais envolvendo o Banco Master e familiares de magistrados.​

Os ministros com participação societária são André Mendonça, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Nunes Marques. O levantamento aponta que dois deles — Mendonça e Nunes Marques — constituíram empresas após tomarem posse no STF.

​​Quem são os sócios e quais empresas

André Mendonça figura como sócio de duas empresas ligadas à área educacional: a Integre Cursos e Pesquisa em Estado de Direito e Governança Global e o Instituto Iter. Esse instituto último faturou R$ 4,8 milhões em contratos públicos entre maio de 2024 e outubro de 2025, segunda reportagem do Estadão.

Gilmar Mendes concentra participações em uma holding familiar que reúne empresas nas áreas de ensino superior, agronegócio e gestão patrimonial, com atuação especialmente no Mato Grosso. Entre suas empresas estão a Roxel Participações, o IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), MT Crops e GMF Agropecuária.

Cristiano Zanin aparece como sócio do Instituto Lawfare e da Attma Participações, perspectivas à educação jurídica e gestão imobiliária. Flávio Dino mantém vínculo com o IDEJ (Instituto de Estudos Jurídicos), uma empresa de cursos preparatórios fundada em 2003, antes de sua chegada ao Supremo. Nunes Marques é sócio de uma administradora de imóveis e de uma empresa de palestras e treinamentos, aberta em junho de 2025.​

Ministros defendem a participação societária

As revelações coincidem com declarações públicas dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli na primeira sessão do STF em 2026. Moraes afirmou que magistrados podem receber por palestras e serem acionistas de empresas, desde que não atuem como sócios-dirigentes. “A Loman [Lei Orgânica da Magistratura Nacional] diz que não pode ser sócio dirigente. Se assim não fosse, nenhum magistrado poderia ter uma aplicação no banco”, declarou.

Toffoli reforçou a posição: “Vários magistrados são fazendeiros, são donos de empresas, e eles, não exercendo administração, têm todo o direito de receber os seus dividendos”.

Contexto do Banco Master

As falas ocorreram no contexto do escândalo o Banco Master, cujo caso tramita sob a relatoria de Toffoli. A esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, é advogada do banco, e os irmãos de Toffoli tiveram negócios com um fundo ligado à instituição financeira. O STF informou que os ministros observam a restrição de não exercer administração das empresas.

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