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Justiça de SP concede tutela de urgência ao Grupo Fictor.

A Justiça de São Paulo concedeu, na noite da última segunda-feira (2), tutela de urgência ao Grupo Fictor, suspendendo processos de execução e proibindo novos bloqueios de bens contra a Fictor Holding e a Fictor Invest. A decisão do juiz Adler Batista de Oliveira Nobre, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, atendeu parcialmente ao pedido de recuperação judicial protocolado pelo grupo no domingo (1º), que alega passivo de aproximadamente R$ 4 bilhões.

O magistrado, porém, limitou os efeitos da medida: bloqueios já realizados serão mantidos, ficando vedado apenas o levantamento dos valores por credores. A busca pela decisão evita uma “corrida de credores” que possa comprometer o fluxo da caixa da empresa, ao mesmo tempo que os ativos ativos já foram percebidos até que a situação financeira do grupo seja comprovada.

Crise Ligada ao Banco Master

Um Fitor relaciona sua crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025. Um dia antes, o grupo havia anunciado proposta de compra do banco por R$ 3 bilhões. Segundo a empresa, a associação de seu nome aos escândalos financeiros que envolveu Daniel Vorcaro, fundador do Master e preso pela Polícia Federal nos mesmos dados, provocou uma onda de notícias negativas e “pânico generalizado” entre investidores.

De acordo com os documentos apresentados ao Judiciário, desde 17 de novembro de 2025, os pedidos de retirada por parte dos sócios participantes das Sociedades em Conta de Participação (SCPs) somaram cerca de 71,38% dos valores inicialmente aportados. A empresa já havia prometido regularizar pagamentos atrasados ​​até 12 de fevereiro, o que não ocorreu.

Recuperação Parcial e Próximos Passos

O pedido de recuperação judicial abrange apenas a Fictor Holding e a Fictor Invest, excluindo as componentes operacionais, que devem manter as suas rotinas. Em comunicado, o grupo afirmou que pretende desistir das dívidas “sem nenhum deságio” e que a medida visa “equilibrar a operação e garantir o pagamento dos compromissos financeiros”.

Fundada em 2007, a Fictor atua nos setores da indústria alimentícia, energética, infraestrutura e soluções de pagamento, alegando preservar mais de 10 mil empregos diretos e indiretos. O juiz determinou ainda uma verificação prévia das condições operacionais das empresas antes de decidir sobre o processamento definitivo da recuperação judicial.​

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