Trump compara Starmer a Chamberlain após Reino Unido recusar participação em ataques ofensivos contra o Irã.

Trump compara Starmer a Chamberlain após Reino Unido recusar participação em ataques ofensivos contra o Irã.

O Reino Unido confirmou na segunda-feira que não participará de nenhuma operação militar ofensiva contra o Irã, após o presidente Donald Trump estabelecer um prazo até as 20h (horário do leste americano) de terça-feira para Teerã reabrir o Estreito de Ormuz, sob ameaça de ataques à infraestrutura civil iraniana, incluindo usinas elétricas e pontes.

A secretária de Educação Bridget Phillipson foi direta ao afirmar: “Nossa posição como Governo do Reino Unido, a posição que o Primeiro-Ministro Keir Starmer estabeleceu, é que não nos envolveremos em ações ofensivas, não nos envolveremos em ações ofensivas”. A Grã-Bretanha restringiu o uso de suas bases militares — incluindo a RAF Fairford, em Gloucestershire, e Diego Garcia, no Oceano Índico — a operações defensivas voltadas para as capacidades de mísseis iranianos.

As Ameaças Crescentes de Trump

Trump fez um aviso recheado de palavrões no Truth Social durante o fim de semana de Páscoa: “Terça-feira será o Dia da Usina e o Dia da Ponte, tudo em um, no Irã. Não haverá nada igual!!! Abram o p*** do Estreito, seus loucos, ou vão viver no Inferno”. Em uma coletiva de imprensa na segunda-feira, Trump disse aos repórteres que os líderes iranianos tinham até as 20h de terça-feira, acrescentando: “Depois disso, não vão ter mais pontes, não vão ter mais usinas. Idade da Pedra”.

Trump também atacou diretamente Starmer, comparando-o a Neville Chamberlain — o primeiro-ministro britânico hoje sinônimo de apaziguamento diante da Alemanha Nazista — e descreveu a OTAN como um “tigre de papel” por se recusar a apoiar operações ofensivas.

A Pressão Diplomática Britânica

Antes do prazo de terça-feira, o Quartel-General Conjunto Permanente do Reino Unido, em Northwood, sediará uma reunião de planejadores militares aliados para discutir medidas de longo prazo para garantir a segurança do Estreito de Ormuz. A reunião ocorre após uma conferência virtual liderada pelo Reino Unido na semana passada, na qual mais de 40 países concordaram em adotar “todas as medidas diplomáticas, econômicas e coordenadas possíveis” para reabrir o estreito, de acordo com a Secretária de Relações Exteriores Yvette Cooper.

O Irã rejeitou até agora as propostas americanas de cessar-fogo, com Teerã insistindo que o estreito só será reaberto após a obtenção de compensações por danos de guerra por meio de um novo arcabouço jurídico. A NPR informou que autoridades jurídicas observaram que atacar infraestrutura civil não envolvida em operações militares constituiria crimes de guerra tanto sob o direito internacional quanto sob a legislação americana. Trump emitiu pelo menos quatro prazos desde 21 de março, prorrogando cada um deles, deixando diplomatas do mundo inteiro incertos sobre se ele cumprirá sua mais recente ameaça.

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