Tecnologia e gadgets

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China revela conceito de porta-aviões espacial tipo ‘Star Wars’.

A China revelou planos para um enorme porta-aviões espacial capaz de lançar jatos de combate não tripulados a partir da borda da atmosfera terrestre, com a mídia estatal divulgando vídeos conceituais da embarcação futurista como parte do impulso mais amplo de Pequim pela dominância aeroespacial. Analistas de defesa, no entanto, expressaram ceticismo sobre a viabilidade do projeto, com alguns sugerindo que pode ser mais propaganda do que desenvolvimento prático de armamentos.

Uma Visão de “Star Wars” para a Guerra do Futuro

O porta-aviões espacial, batizado de Luanniao em homenagem a um pássaro mítico da lenda chinesa, foi projetado para ter 242 metros de comprimento e 684 metros de largura, com peso máximo de decolagem de 120.000 toneladas. De acordo com a mídia estatal chinesa, a nave triangular transportaria até 88 caças não tripulados Xuannü capazes de lançar mísseis hipersônicos e realizar combate além da atmosfera.

O Luanniao é a peça central do Projeto Nantianmen, que se traduz como “Portão Celestial” ou “Portão Sul para o Céu”. A iniciativa foi proposta pela primeira vez em 2017 pela AVIC e tem como objetivo criar um sistema integrado de defesa aérea e espacial usando aeronaves de próxima geração.

Autoridades chinesas indicaram que o porta-aviões poderia entrar em operação dentro de duas a três décadas, com a emissora estatal CCTV confirmando uma data prevista de conclusão para 2040.

Especialistas questionam viabilidade técnica

O analista de defesa Peter Layton, pesquisador visitante do Griffith Asia Institute da Austrália, reconheceu que, se concretizado, o Luanniao “superaria praticamente todos” ao voar acima dos mísseis superfície-ar e dos caças convencionais. No entanto, ele observou que a tecnologia para pairar na fronteira da atmosfera terrestre e lançar mísseis não existe atualmente.

“Isso exigiria quantidades enormes de combustível e um mecanismo de propulsão inovador que ainda precisa ser criado”, disse Layton. Ele estima que a China ainda está de 10 a 15 anos de distância de desenvolver a tecnologia de foguetes reutilizáveis que seria necessária para posicionar um porta-aviões desse tipo em órbita.

O analista militar chinês Wang Mingzhi, do Colégio de Comando da Força Aérea do EPL, ofereceu uma avaliação mais otimista na CCTV, afirmando que os conceitos do projeto “refletem tanto as expectativas para a futura superioridade aeroespacial e espacial quanto as direções sendo seguidas para salvaguardar a segurança nacional”.

Mensagem Estratégica ou Desenvolvimento Sério?

Analistas sugerem que o momento do anúncio de Pequim serve a propósitos tanto domésticos quanto internacionais. Segundo Layton, a China emprega iniciativas como essa para “inspirar o público chinês” e projetar liderança tecnológica. Ele acrescentou que para audiências externas, “isso cria uma impressão de que estão trabalhando em tecnologias que outros na região não podem esperar alcançar—é literalmente coisa de Guerra nas Estrelas.”

A revelação ocorre em meio à intensificação da competição espacial entre EUA e China. Pequim tem feito avanços notáveis, incluindo a missão Chang’e-6 de 2024 que retornou amostras do lado oculto da Lua, enquanto a Força Espacial dos EUA sinalizou sua determinação em manter a superioridade em meio ao que chama de ameaças crescentes.

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