China proíbe softwares de cibersegurança dos EUA e Israel.

Autoridades chinesas instruíram empresas domésticas a pararem de usar softwares de cibersegurança de aproximadamente uma dúzia de empresas americanas e israelenses, citando preocupações de segurança nacional sobre potencial coleta e transmissão de dados para o exterior, segundo reportagem publicada na terça-feira pela Reuters.
A diretiva, emitida nos últimos dias, afeta grandes empresas de tecnologia incluindo Palo Alto Networks, Fortinet, VMware da Broadcom, e a israelense Check Point Software Technologies, disseram duas fontes familiarizadas com o assunto à Reuters. As fontes se recusaram a ser identificadas devido à sensibilidade da situação.
As ações caíram nas negociações pré-mercado na quarta-feira, com Palo Alto Networks e Fortinet recuando até 3%, enquanto Check Point caiu cerca de 1%. Não está claro quantas empresas chinesas receberam a notificação.
Tensões Tecnológicas em Escalada
A proibição representa o mais recente movimento de Pequim para substituir tecnologia ocidental por alternativas domésticas em meio à crescente competição entre EUA e China pelo domínio tecnológico. Autoridades chinesas expressaram preocupação de que softwares estrangeiros de cibersegurança poderiam coletar dados sensíveis e enviá-los para o exterior, disseram as fontes.
O órgão regulador de internet da China, a Administração do Ciberespaço da China, e o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação não responderam aos pedidos de comentário. As quatro empresas mencionadas também não responderam às consultas da Reuters.
A diretriz surge enquanto a China intensificou esforços para desenvolver capacidades domésticas em diversos setores de tecnologia. Embora o impulso de Pequim para desenvolver suas indústrias de semicondutores e inteligência artificial tenha atraído mais atenção, o país também buscou eliminar gradualmente equipamentos de computador e softwares fabricados no Ocidente, de acordo com a Reuters.
Analistas chineses disseram que Pequim tem ficado cada vez mais preocupado que a tecnologia ocidental possa ser vulnerável a hackers ou vigilância por governos estrangeiros.
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