O Gemini do Google agora pode raciocinar entre Gmail, Fotos e YouTube.

O Google anunciou na quarta-feira a Inteligência Pessoal, um novo recurso para seu assistente de IA Gemini que permite ao chatbot analisar e raciocinar proativamente sobre o Gmail, Fotos, Pesquisa e histórico do YouTube dos usuários para fornecer respostas personalizadas. O recurso beta, que está desativado por padrão, começou a ser disponibilizado para assinantes dos planos Google AI Pro e AI Ultra nos Estados Unidos, com planos de expansão para outros países e usuários gratuitos.
O anúncio representa o avanço mais substancial do Google para diferenciar o Gemini de concorrentes como OpenAI e Anthropic, aproveitando seu vasto ecossistema de aplicativos para consumidores usados diariamente por bilhões de pessoas.
Raciocínio Integrado em Toda a Sua Vida Digital
Embora o Gemini já pudesse recuperar informações de aplicativos individuais do Google sob comando, a Inteligência Pessoal representa uma mudança fundamental em capacidade. Agora, o sistema consegue analisar e raciocinar através de múltiplos aplicativos simultaneamente, revelando insights sem que os usuários precisem especificar onde procurar.
“A Inteligência Pessoal tem dois pontos fortes principais: raciocinar através de fontes complexas e recuperar detalhes específicos de, por exemplo, um e-mail ou foto para responder sua pergunta”, escreveu Josh Woodward, VP responsável pelo aplicativo Gemini, Google Labs e AI Studio, em um post de blog. “Ela frequentemente combina essas capacidades, trabalhando com texto, fotos e vídeos para fornecer respostas exclusivamente personalizadas.”
Woodward ofereceu exemplos práticos: enquanto esperava em uma oficina de pneus, ele pediu recomendações de pneus ao Gemini. Em vez de fornecer conselhos genéricos, a IA identificou fotos de viagens em família no Google Fotos e sugeriu pneus para todas as estações. Quando ele esqueceu o número da placa do carro, o Gemini recuperou a informação de uma foto armazenada no Fotos.
Controles de Privacidade e Limitações
O Google enfatizou que os controles de privacidade são fundamentais para o lançamento. O recurso vem desativado por padrão, e os usuários devem escolher explicitamente quais aplicativos conectar. Mesmo quando ativado, o Gemini aplicará a Inteligência Pessoal apenas quando determinar que isso será útil. O Google afirma que o Gemini não treinará diretamente na caixa de entrada do Gmail ou na biblioteca do Google Fotos dos usuários—em vez disso, referenciará esses dados apenas para gerar respostas.
A empresa reconheceu possíveis problemas com o recurso. “Às vezes, o Gemini pode ficar pessoal demais, confundir cronologias ou interpretar mal relacionamentos”, escreveu Woodward, incentivando os usuários a fornecerem feedback por meio do botão “não gostei” quando ocorrer personalização excessiva.
Uma Vantagem Competitiva
A medida posiciona o Google para capitalizar uma vantagem estratégica que seus rivais praticamente não possuem: o controle sobre um vasto ecossistema de plataformas de consumo. Embora a OpenAI e a Anthropic ofereçam modelos standalone poderosos, elas não controlam serviços de consumo na escala do Gmail, YouTube, Photos ou Search. A Microsoft vem expandindo sua plataforma Copilot com recursos de memória e integrações, enquanto a Anthropic lançou recentemente o Claude Cowork para gerenciamento de arquivos, mas nenhuma delas se iguala ao alcance de dados do Google.
“Os melhores assistentes não apenas conhecem o mundo; eles conhecem você e ajudam você a navegar por ele”, disse Woodward. “Isso marca nosso próximo passo para tornar o Gemini mais pessoal, proativo e poderoso.”
A Personal Intelligence estará disponível inicialmente apenas para contas pessoais do Google — não para usuários do Workspace, incluindo contas corporativas, empresariais e educacionais. O recurso funciona na web, Android e iOS, com planos de eventualmente ser lançado no Modo IA do Search.
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