As forças armadas de Israel receberam ordens da liderança política do país para mudar o foco para ataques a alvos econômicos no Irã, marcando uma nova fase no conflito que já dura um mês, após praticamente esgotar sua lista inicial de objetivos militares, informou o Times of Israel na segunda-feira.
A mudança ocorre enquanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou à Newsmax na segunda-feira que a guerra havia progredido “além da metade do caminho” em termos de missões cumpridas, embora tenha se recusado a estabelecer um cronograma para o fim das operações. Netanyahu afirmou que a campanha havia matado “milhares” de membros da Guarda Revolucionária do Irã e que Israel e os Estados Unidos estavam “perto de acabar com sua indústria de armas”, acrescentando: “Toda a base industrial — eliminando todas, sabe, apenas plantas, plantas inteiras, e o próprio programa nuclear”.
De Desgaste Militar a Pressão Econômica
O establishment de defesa de Israel agora se descreve como entrando em uma “fase de conclusão”, tendo alcançado em grande parte seus objetivos declarados de degradar as capacidades militares do Irã e “criar as condições” para a queda do regime. O porta-voz das FDI, Brig. Gen. Effie Defrin, disse no sábado que “em alguns dias” as forças armadas terminariam de atingir todos os ativos “críticos” das indústrias de produção militar do Irã.
Com essa lista de alvos militares quase esgotada, o Ministro da Defesa Israel Katz ordenou que as FDI se concentrem em alvos que inflijam danos econômicos ao regime iraniano. Ataques recentes atingiram duas das maiores fábricas de aço do Irã e importantes infraestruturas de gás no campo de gás de South Pars — uma das fontes mais importantes de gás natural para o consumo de energia doméstica do Irã. A CNN reportou que instalações produtoras de aço, alumínio e produtos químicos, bem como aeroportos civis e universidades, foram todos alvos de ataques na campanha em expansão. O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que dezenas de universidades e centros de pesquisa foram atingidos durante o conflito.
Alvos Energéticos em Espera — Por Enquanto
Israel concordou em suspender ataques à infraestrutura energética do Irã após o presidente Trump estabelecer um prazo de 6 de abril para que o Irã aceite os termos americanos para encerrar a guerra, ameaçando “obliterar” usinas de energia iranianas se Teerã não reabrir o Estreito de Ormuz. Nesse meio tempo, Israel tem atacado outros alvos econômicos, como siderúrgicas, com ataques adicionais planejados.
Na terça-feira, o tenente-coronel Nadav Shoshani disse a repórteres que as forças armadas estão preparadas para operações prolongadas. “Estamos preparados para continuar operando nas próximas semanas. Temos os alvos para isso, as munições para isso, o pessoal para isso, e cabe à liderança decidir”, disse ele, de acordo com a Reuters.
Custos Crescentes e Ampliação do Conflito
A Força Aérea Israelense conduziu centenas de ondas de ataques, lançando mais de 13.000 bombas em instalações militares e do regime iraniano desde que a guerra começou em 28 de fevereiro. O conflito se ampliou para incluir os rebeldes houthis do Iêmen, que começaram a disparar mísseis contra Israel, e ataques de retaliação iranianos à infraestrutura energética em toda a região do Golfo Pérsico, incluindo danos a instalações no Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
O Ministério das Finanças de Israel estimou na segunda-feira que a economia cresceria entre 3,3% e 3,8% em 2026, dependendo de quanto tempo a luta continuar, abaixo da projeção pré-guerra de 5,2%, de acordo com a Reuters.
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