O Irã lançou uma agressiva ofensiva de propaganda após o dramático resgate de dois aviadores americanos cujo F-15E Strike Eagle foi abatido sobre o sudoeste do Irã na sexta-feira, divulgando imagens de destroços carbonizados da aeronave e declarando que a missão dos EUA foi uma “falha completa” — mesmo com o presidente Donald Trump anunciando no início de domingo que ambos os tripulantes haviam sido resgatados em segurança.
Narrativas Conflitantes Sobre o Resgate
O Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica divulgou imagens e vídeos no sábado e domingo mostrando os restos carbonizados de pelo menos dois aviões de transporte C-130 e um pequeno helicóptero espalhados por uma área desértica ao sul de Isfahan. A agência de notícias Fars do Irã alegou que uma unidade de comandos policiais chamada Faraj Rangers destruiu as aeronaves, enquanto um porta-voz do comando unificado do Irã afirmou que dois C-130 e dois helicópteros Black Hawk haviam sido “abatidos”.
Autoridades dos EUA disseram ao The Wall Street Journal uma história completamente diferente: duas aeronaves de operações especiais MC-130J Commando II ficaram imobilizadas durante o resgate e foram deliberadamente destruídas pelas forças americanas para evitar que sua tecnologia caísse nas mãos dos iranianos. Analistas de fontes abertas que examinaram as imagens divulgadas confirmaram que os destroços eram consistentes com MC-130Js.
O presidente do Parlamento Mohammad Bagher Ghalibaf aproveitou o incidente, escrevendo no X que “se os EUA conseguirem mais três vitórias como esta, estarão arruinados” e compartilhando imagens dos destroços carbonizados. No início do conflito, Ghalibaf havia zombado das alegações de domínio aéreo dos EUA, chamando o abate de aeronaves americanas de “o momento do colapso de uma ordem”.
Deepfakes de IA Amplificam a Mensagem
Além da mídia estatal tradicional, o Irã tem utilizado inteligência artificial generativa para fabricar e amplificar narrativas de vitória militar. A Foundation for Defense of Democracies relatou que redes de influência vinculadas ao governo iraniano estão produzindo deepfakes mostrando jatos americanos abatidos sendo desfilados por Teerã e fabricando conteúdo para contas falsas de influenciadores ocidentais. O New York Times identificou mais de 110 deepfakes únicos transmitindo mensagens pró-Irã apenas em um período recente de duas semanas.
Rússia e China têm servido como multiplicadores de força, com redes de bots russas e contas de mídia alinhadas ao Estado chinês amplificando narrativas anti-EUA nas plataformas. Segundo a Cyabra, uma empresa que rastreia campanhas de influência, o Irã é o principal produtor do conteúdo deepfake. Analistas afirmam que os avanços nas ferramentas de IA — particularmente agentes de IA autônomos — tornaram a criação de desinformação sintética mais fácil do que nunca.
A Missão de Resgate
A operação em si foi um esforço de grande escala. O oficial de sistemas de armas do F-15E, descrito por Trump como um “Coronel altamente respeitado”, evadiu as forças iranianas por mais de 24 horas após ejetar, em um momento escalando uma crista de 7.000 pés antes de ativar um sinalizador de emergência. Comandos do SEAL Team 6 da Marinha finalmente o extraíram em uma missão envolvendo centenas de militares de operações especiais e dezenas de aeronaves. A CIA executou uma campanha paralela de decepção para desinformar autoridades iranianas sobre a localização do aviador, de acordo com a Axios.
Trump anunciou o resgate no Truth Social pouco depois da meia-noite de domingo, escrevendo “NÓS O PEGAMOS!” e chamando-a de “uma das mais ousadas Operações de Busca e Resgate da história dos EUA”.
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