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Pix movimenta R$ 35,36 trilhões em 2025 e bate recorde.

O sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central registrou crescimento de 33,6% em relação ao ano anterior, com quase 80 bilhões de transações realizadas.

O Pix encerrou 2025 com um marco histórico: R$ 35,36 trilhões movimentados ao longo do ano, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta semana. O volume representa um crescimento de 33,6% em comparação com 2024, quando as transferências totalizaram R$ 26,46 trilhões. A quantidade de operações também bateu recorde, com 79,8 bilhões de transações — ante 63,5 bilhões no ano anterior.

Popularidade entre brasileiros

O diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Renato Gomes, destacou a adesão massiva da população ao sistema. “É essencialmente quase todo adulto no país”, afirmou o diretor do BC em novembro de 2025, quando o Pix completou cinco anos de funcionamento. A ferramenta reúne cerca de 890 milhões de chaves cadastradas e faz parte da rotina de mais de 170 milhões de brasileiros.

O Pix se consolidou como o principal meio de pagamento do país. No primeiro semestre de 2025, o sistema respondeu por 50,9% das transações de pagamentos de varejo no Brasil, segundo o Banco Central. As operações entre pessoas físicas representaram 45% do total, enquanto pagamentos de pessoas físicas para empresas somaram 42,1%.

​Novas regras de segurança

Os números recordes vêm acompanhados de esforços para reforçar a segurança do sistema. Novas regras do Banco Central entraram em vigor em fevereiro de 2026, ampliando o Mecanismo Especial de Devolução (MED) para facilitar a recuperação de valores em casos de fraude. O sistema passa a rastrear recursos mesmo após transferências para múltiplas contas, dificultando a ação de criminosos. Especialistas estimam que as mudanças podem reduzir em até 40% os golpes bem-sucedidos.

As medidas surgem após o maior ataque hacker da história do sistema financeiro brasileiro, que desviou mais de R$ 813 milhões em junho de 2025. A Polícia Federal prendeu 21 pessoas envolvidas no esquema.

Próximas novidades

O Banco Central prevê novas funcionalidades para o Pix em 2026, incluindo a cobrança híbrida — que integra pagamento via QR Code com boletos — com previsão de obrigatoriedade a partir de novembro. Também está em desenvolvimento o pagamento de duplicatas escriturais e a integração com o sistema de arrecadação da reforma tributária. Para 2027, o BC estuda a implementação definitiva do Pix internacional e do Pix como garantia de crédito para autônomos.

#pix #bc #MED

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