Ibovespa sobe 12,56% em janeiro, melhor resultado desde 2006.

O Ibovespa encerrou janeiro de 2026 com valorização de 12,56%, consolidando o melhor resultado para o primeiro mês do ano desde 2006, quando o índice avançou 14,55%. O principal indicador da bolsa brasileira registrou oito registros nominais ao longo do período, chegando a romper brevemente a marca de 186 mil pontos. O dólar, por sua vez, acumulou queda superior a 4% no mês, retornando a patamares não vistos desde maio de 2024.
Registros de fluxo estrangeiro
A forte entrada de capital estrangeiro foi o principal motor por trás da valorização histórica. Até dia 28 de janeiro, os investidores não residentes aportaram R$ 23.062 bilhões na B3, montante que praticamente iguala o total registrado em todo o ano de 2025. Esse movimento reflete uma rotação global de portfólios em busca de diversificação fora dos Estados Unidos, beneficiando mercados emergentes como o Brasil.
“O mês de janeiro de 2026 marca uma inflexão relevante para o mercado brasileiro. Essa combinação de fluxo externo e liquidez reforça a percepção de que o Brasil voltou de forma mais consistente ao radar do investidor global”, afirmou Einar Rivero, CEO da Elos Ayta Consultoria.
O volume financeiro médio diário negociado no mercado à vista atingiu cerca de R$ 22,5 bilhões em janeiro, o maior patamar mensal desde junho de 2023. No último pregão do mês, o índice fechou em nível de queda de 0,97%, para 181.363,90 pontos, em movimento de realização de lucros.
Decisões monetárias e indicações ao Fed
O cenário externo também contribuiu para o desempenho positivo. O Federal Reserve manteve os juros americanos inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% em sua primeira reunião de 2026, interrompendo um ciclo de três cortes consecutivos realizados em 2025. No Brasil, o Copom também optou pela manutenção da Selic em 15%, mas sinalizou possível início de flexibilização econômica na próxima reunião, em março.
No último dia do mês, o presidente Donald Trump indicou o ex-diretor do Fed Kevin Warsh para substituir Jerome Powell na presidência do banco central americano a partir de maio. A nomeação gerou volatilidade nos mercados, contribuindo para a realização de lucros no preço de sexta-feira.

Dólar recua e alivia a pressão sobre a inflação
O dólar comercial fechou janeiro cotado a R$ 5,24, acumulando queda de 4,39% no mês. A desvalorização da moeda americana também se refletiu no dólar turismo, que passou a ser negociado entre R$ 5,50 e R$ 5,60 nas principais casas de câmbio. Dados do IPCA-15 de janeiro, que registrou alta de apenas 0,20%, reforçaram a percepção de inflação sob controle e alimentaram expectativas de corte de juros no curto prazo.
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