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Indicador de momentum do Bitcoin atinge mínima histórica com preço caindo abaixo de US$ 90.000.

O Bitcoin despencou abaixo de US$ 90.000 enquanto um indicador-chave de momentum caiu para seu nível mais profundo já registrado, sinalizando condições de sobrevenda mais extremas do que o crash da COVID-19 em 2020, o colapso da Terra LUNA em 2022 e o prolongado mercado baixista de 2018, segundo o analista de criptomoedas Michaël van de Poppe.

Van de Poppe, conhecido como CryptoMichNL nas redes sociais, relatou em 8 de janeiro que o Moving Average Convergence Divergence (MACD) no gráfico de três dias do Bitcoin “nunca caiu tão fundo” na história do ativo. O indicador técnico, que mede o momentum comparando médias móveis exponenciais, despencou mais do que durante março de 2020, quando o Bitcoin caiu de cerca de US$ 10.000 para menos de US$ 4.000, e mais do que no mercado baixista de 2018, que viu os preços caírem de quase US$ 20.000 para US$ 3.122. A leitura atual também supera a gravidade de maio de 2022, quando o Bitcoin caiu para US$ 17.000 após a implosão do ecossistema Terra LUNA.​

Em 9 de janeiro, o Bitcoin estava sendo negociado em torno de US$ 90.946, queda de aproximadamente 28% em relação à sua máxima histórica de US$ 126.000 em outubro de 2025. A criptomoeda chegou a cair brevemente para US$ 89.200 em 8 de janeiro antes que compradores interviessem para defender o nível de suporte de US$ 90.000. O analista técnico Ali Charts alertou que o Bitcoin “precisa se manter acima de US$ 87.200 para evitar uma queda em direção a US$ 69.230”, identificando níveis críticos de suporte que podem determinar a trajetória do ativo no curto prazo.​

Fluxos de Capital Revertem Após Início Forte

A queda coincide com uma reversão dramática nos fluxos institucionais. Os fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin à vista dos EUA registraram mais de US$ 1,1 bilhão em saídas líquidas ao longo de três dias consecutivos de negociação, de 6 a 8 de janeiro, quase apagando os US$ 1,16 bilhão em entradas registradas durante os dois primeiros dias de 2026. O FBTC da Fidelity liderou o êxodo com US$ 312 milhões em saídas em 7 de janeiro, enquanto o IBIT da foi o único grande fundo a atrair entradas durante o período.​

O CEO da CryptoQuant, Ki Young Ju, projetou que o Bitcoin será negociado de lado durante o primeiro trimestre de 2026, alertando que “as entradas de capital no Bitcoin secaram” à medida que os investidores retornam para ativos tradicionais. A avaliação contradiz os padrões sazonais típicos, já que janeiro historicamente entregou ganhos médios de 3,8% para o Bitcoin desde 2013, de acordo com dados da CoinGlass.​

Apesar da configuração técnica baixista, van de Poppe enfatizou que comprar durante extremos anteriores do MACD “levou sempre a grandes lucros depois”, enquadrando as condições atuais como comparáveis a zonas de alta recompensa do passado. No entanto, o sentimento do mercado permanece contido, com o Índice de Medo e Ganância Cripto registrando uma pontuação de 28 em 8 de janeiro, indicando cautela contínua entre os traders.​

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