BC Protege+ atinge 1 milhão de adesões e barra 255 mil fraudes.

O sistema antifraude do Banco Central do Brasil bloqueou 255,7 mil tentativas de abertura de contas fraudulentas em quase três meses de operação. O balanço foi divulgado na sexta-feira (20) pela própria autarquia, que também informou que a ferramenta alcançou a marca de 1 milhão de adesões desde o lançamento, em 1º de dezembro de 2025.
De acordo com os dados do Banco Central, as instituições financeiras realizaram 70,9 milhões de consultas ao sistema para verificar pedidos de abertura de contas ou inclusão de titulares. O número reflete o caráter obrigatório da consulta: bancos e demais instituições autorizadas pelo BC são obrigados a verificar o cadastro do BC Protege+ antes de concluir qualquer abertura de conta corrente, poupança ou conta de pagamento pré-pagamento.
“O número reflete a crescente adesão de cidadãos e empresas a mecanismos adicionais de segurança para blindar CPF e CNPJ contra tentativas indevidas de abertura de contas correntes, contas de poupança e contas de pagamento em instituições financeiras”, afirmou o Banco Central em nota.
A evolução dos bloqueios evidencia a dimensão da tentativa de fraude no sistema financeiro. Nos dois primeiros dias de funcionamento, em dezembro, o BC Protege+ havia impedido 1.630 esforços. Na primeira semana, o número saltou para 6.879. Em cerca de dez dias, foram 15.904 bloqueios. Após o primeiro mês de operação, a ferramenta já registrou 111 mil tentativas barradas.
O contexto em que a ferramenta foi lançada ajuda a explicar a adesão. O Brasil registrou quase 7 milhões de tentativas de fraude no primeiro semestre de 2025, um aumento de 29,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Serasa Experian. Um relatório da BioCatch apontou que o volume geral de tentativas de fraude bancária digital cresceu 56% no primeiro semestre de 2025.
Como funciona o serviço
O BC Protege+ é um serviço gratuito que permite ao cidadão ou empresa informar ao sistema financeiro que não autoriza a abertura de contas em seu nome. Ao ativar a proteção, a informação é registrada no banco de dados do Banco Central e comunicada automaticamente a todas as instituições financeiras durante as consultas obrigatórias.
Para aderir, é necessário acessar a área logada do Meu BC no site do Banco Central com conta Gov.br de nível prata ou ouro e verificação em duas etapas habilitadas. Caso o usuário queira abrir uma nova conta, basta desativar a proteção temporariamente — o Banco Central recomenda programar uma reativação automática para restabelecer a segurança após o procedimento. O bloqueio não se aplica a contas salariais.
“Com a ampliação do uso do BC Protege+, a instituição reforça o compromisso de oferta de soluções acessíveis e eficazes para a proteção da população”, acrescentou o Banco Central.
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