Os Estados Unidos começaram a realizar missões com bombardeiros B-52 Stratofortress sobre o território iraniano pela primeira vez desde o início da Operação Epic Fury, anunciou o Pentágono na terça-feira (31 de março). A decisão marca uma escalada na campanha aérea americana e sinaliza o enfraquecimento das defesas antiaéreas do Irã após mais de um mês de conflito.
Superioridade aérea abre caminho para o B-52
O general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto dos EUA, confirmou a operação durante uma coletiva ao lado do secretário de Guerra Pete Hegseth. “Dado o aumento da superioridade aérea, começamos com sucesso a conduzir as primeiras missões terrestres com B-52, o que nos permite continuar a nos sobrepor ao inimigo”, declarou Caine. Segundo o general, as forças americanas atingiram mais de 11.000 alvos nos últimos 30 dias e destruíram mais de 150 navios da Marinha iraniana.
O Pentágono informou que os bombardeiros serão empregados para atacar cadeias de suprimentos que abastecem instalações de produção de mísseis, drones e embarcações militares do Irã, com o objetivo de impedir a reposição de munições utilizadas no conflito. Apesar da capacidade nuclear do B-52, não há confirmação de que as aeronaves estejam transportando ogivas nucleares nas operações.
Um bombardeiro de 70 anos no centro do conflito
Fabricado pela Boeing, o B-52H possui autonomia superior a 14 mil quilômetros sem reabastecimento e pode transportar até 32 toneladas de armamento, incluindo mísseis de cruzeiro e bombas de precisão. A aeronave entrou em serviço na década de 1950 e, com sucessivas modernizações, deve permanecer operacional até 2050.
Até então, os B-52 vinham sendo utilizados apenas em missões de longo alcance fora do espaço aéreo iraniano. A transição para sobrevoos terrestres indica, segundo o The New York Times, uma redução nas capacidades de defesa aérea do Irã, conforme reportou o portal G1.
Contexto da escalada
O anúncio ocorreu um dia depois de o presidente Donald Trump publicar um vídeo mostrando uma grande explosão em Isfahan, supostamente em um depósito de munições, embora não haja confirmação da participação dos B-52 nessa ação específica. O conflito teve início em 28 de fevereiro de 2026, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques aéreos conjuntos contra o Irã, resultando na morte do então líder supremo Ali Khamenei. Desde então, o Irã tem retaliado com ataques de mísseis e drones contra Israel e bases americanas na região.
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