O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) anunciaram nesta quarta-feira (1º de abril), em Brasília, a criação do Observatório do Crédito para o Desenvolvimento (OCD), uma plataforma que reunirá e tornará públicos dados sobre o crédito direcionado no Brasil. A iniciativa foi apresentada durante a 11ª edição do Fórum do Desenvolvimento, promovido pela ABDE nos dias 1º e 2 de abril, na Arena do Banco do Brasil.
A plataforma tem como objetivo centralizar informações sobre operações de crédito regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional ou vinculadas a recursos orçamentários, voltadas ao financiamento de médio e longo prazos em setores como infraestrutura, habitação e agronegócio.
Medição de impactos econômicos, sociais e ambientais
Segundo o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, o observatório permitirá avaliar os efeitos concretos do crédito na economia. “Com o observatório, será possível avaliar impactos importantes do crédito, como a geração de emprego e renda, e até mesmo a redução nas emissões de gases de efeito estufa. Além disso, vai promover o debate técnico-científico de alto nível, fundamentado em dados”, afirmou.
A presidente da ABDE, Maria Fernanda Coelho, destacou o caráter estruturante da ferramenta:
“O observatório estruturará metodologias capazes de mensurar efeitos econômicos, sociais e ambientais, monitorando a eficiência do crédito e apoiando a tomada de decisão por formuladores de políticas e órgãos reguladores. É inteligência aplicada ao serviço de desenvolvimento.”
Governança e próximos passos
O projeto contará com financiamento do BNDES durante os primeiros 12 meses e prevê a participação de outras instituições do Sistema Nacional de Fomento. A construção da plataforma será realizada em parceria com uma instituição de ensino superior ainda a ser definida, responsável pela curadoria de dados e pelo desenvolvimento de metodologias.
A governança ficará a cargo de um comitê executivo formado por representantes do BNDES e da ABDE, enquanto as instituições participantes atuarão como provedoras de dados. A formalização da parceria acadêmica está prevista para maio de 2026, com início das atividades técnicas nos meses seguintes e primeiras publicações ainda este ano.
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