Embraer tem queda de 20% no lucro do 4T25 apesar de receita recorde.

A Embraer divulgou nesta sexta-feira (6) os resultados do quarto trimestre de 2025, com lucro líquido ajustado de R$ 832 milhões, uma queda de 20,3% em relação ao mesmo período de 2024. Apesar da retração no resultado final, a fabricante brasileira de aeronaves encerrou o ano com receita recorde e apresentou projeções otimistas para 2026, impulsionada pelos segmentos de Defesa & Segurança e Aviação Executiva.
A receita líquida no trimestre somou R$ 14,3 bilhões, alta de 4,3% na comparação anual, enquanto o Ebitda ajustado recuou 17,2%, para R$ 1,612 bilhão. A margem Ebitda ajustada ficou em 11,2%, três pontos percentuais abaixo do registrado um ano antes. As tarifas de importação dos Estados Unidos pesaram sobre o desempenho, com impacto de US$ 27 milhões no trimestre e US$ 54 milhões no acumulado do ano.
Ano recorde em entregas e carteira de pedidos
No acumulado de 2025, a Embraer entregou 244 aeronaves, crescimento de 18% frente às 206 de 2024, segundo dados da própria companhia. A Aviação Executiva liderou com 155 entregas — recorde histórico e no topo da faixa de projeções —, seguida pela Aviação Comercial, com 78 unidades, e Defesa & Segurança, com 11 aeronaves.
A carteira de pedidos firmes encerrou o ano em US$ 31,6 bilhões, também um recorde, com alta de 20% na base anual. Os destaques ficaram por conta da Aviação Comercial, com backlog de US$ 14,5 bilhões (+42% ano a ano), e da Aviação Executiva, que atingiu US$ 7,6 bilhões.
Projeções para 2026
Para este ano, a Embraer projeta receita entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões, o que representaria novo recorde. A companhia estima entregar entre 80 e 85 aeronaves na Aviação Comercial e entre 160 e 170 na Aviação Executiva. A margem EBIT ajustada é esperada entre 8,7% e 9,3%, já considerando tarifas de importação americanas de 10%, e o fluxo de caixa livre ajustado deve ser de US$ 200 milhões ou mais.
O guidance reforça a trajetória de crescimento da empresa, que nos últimos trimestres tem se beneficiado da demanda aquecida por jatos regionais e pela expansão no mercado de defesa, com contratos recentes envolvendo Suécia, Portugal e outros países europeus para o cargueiro militar KC-390 Millennium.
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