Campanha de Flávio Bolsonaro prevê reformas da Previdência e trabalhista.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), anunciou que um eventual governo do senador pretende implementar novas reformas da Previdência e trabalhista, além de propor uma nova regra fiscal para substituir o atual arcabouço. As declarações foram feitas em entrevista à Folha de S.Paulo publicada nesta sexta-feira (6).
O plano de governo do pré-candidato será lançado oficialmente em 30 de março, com diretrizes que abrangem economia, educação, segurança hídrica e terras indígenas, entre outros temas.
Reformas estruturantes na mira
Marinho justificou a necessidade de revisitar a Previdência afirmando que “o modelo está estourando”, sem detalhar se a proposta envolveria mudanças paramétricas ou uma alteração mais profunda no sistema. A última reforma previdenciária foi aprovada em 2019, e especialistas apontam a política de valorização do salário mínimo do governo Lula como fator de pressão sobre os gastos, já que cerca de dois terços dos benefícios causados ao piso.
Sobre a legislação trabalhista, o coordenador disse que a reforma de 2017 “foi mitigada por várias decisões judiciais” e precisa ser atualizada diante das inovações tecnológicas e das novas formas de trabalho. A respeito do debate sobre uma jornada 6×1, que ganha atração em ano eleitoral, Marinho defende que qualquer flexibilização venha acompanhada de desoneração da folha de renovação para as empresas.
Nova regra fiscal e equipe econômica
Na área fiscal, Marinho classificou o arcabouço atual como “uma peneira” e disse que a política fiscal expansionista é “uma das principais causas dessa taxa de juros de 15% ao ano”. Embora não tenha detalhado o desenho da nova regra, sinalizou que a redefinição das parâmetros fiscais será prioritária.
Marinho revelou que tem conversado com o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, hoje no Nubank, feito como um dos cotados para chefiar a equipe econômica. Outros nomes ventilados incluem o economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida, e o ex-presidente do BNDES Gustavo Montezano, mas Marinho afirmou que não há definição sobre quem será o ministro da Economia. O pré-candidato tem se reunido semanalmente com conselheiros e especialistas sobre temas específicos do programa, todos sob termo de confidencialidade.
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