Brasil registra menor taxa de desemprego da história em 2025.

O Rio Grande do Sul encerrou 2025 com uma taxa anual de desocupação de 4%, a mais baixa desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2012. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda foi de 1,2 ponto percentual em relação a 2024, quando o estado havia registrado 5,2%.
O resultado gaúcho acompanha uma tendência nacional: o Brasil fechou 2025 com taxa de 5,6%, também a menor da série, com recuo de 1 ponto percentual frente ao ano anterior. No quarto trimestre, o índice chegou a 5,1%, consolidando a trajetória de baixa. A população ocupada no país alcançou 103 milhões de pessoas, recorde histórico, enquanto a população desocupada caiu para cerca de 6,2 milhões — redução de aproximadamente 1 milhão em relação a 2024.
Vinte estados em mínimas históricas
O desempenho do RS fez parte de um fenômeno amplo: 20 das 27 unidades da federação atingiram o menor patamar anual de desemprego da série histórica em 2025, segundo o IBGE. Na passagem do terceiro para o quarto trimestre do ano, a taxa caiu em 21 unidades da federação, embora apenas seis dessas quedas tenham sido estatisticamente significativas.
No recorte estadual, as menores taxas anuais foram de Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3%). As mais altas ficaram com Piauí (9,3%), Bahia e Pernambuco (ambos com 8,7%).
Emprego formal e renda em alta no RS
No quarto trimestre, o Rio Grande do Sul registrou taxa de 3,7%, a menor do ano no estado, com 229 mil pessoas desocupadas — também o menor contingente da série. O estado se destacou ainda pela formalização do trabalho: 81,5% dos empregados do setor privado tinham carteira assinada, o terceiro maior índice do país, atrás de Santa Catarina (86,3%) e São Paulo (82,2%). A proporção de desalentados — pessoas que desistiram de procurar emprego — foi de apenas 0,9%, uma das mais baixas do Brasil.
O analista da PNAD Contínua, William Kratochwill, atribuiu a mínima histórica ao “dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionado pelo aumento do rendimento real”. No terceiro trimestre de 2025, o rendimento médio mensal dos ocupados no RS havia alcançado R$ 3.875, com crescimento de 5,4% na comparação interanual.
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