Ibovespa bate recorde e supera 186 mil pontos pela 1ª vez.

O Ibovespa renovou máximas históricas nesta quinta-feira (29) e ultrapassou pela primeira vez a marca dos 186 mil pontos, impulsionado pelo otimismo do mercado após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O movimento reflete a expectativa dos investidores de que o Banco Central iniciará um ciclo de corte de juros já em março, após manter a taxa Selic em 15% ao ano pela quinta reunião consecutiva.
Na abertura do pregão, o índice principal da B3 avançou cerca de 0,75% e alcançou 186.449,75 pontos na máxima intradiária, novo recorde histórico. É o terceiro pregão consecutivo em que a bolsa brasileira renova suas máximas. Em janeiro, o Ibovespa acumula valorização de aproximadamente 15%.
Sinalização do Copom anima investidores
O gatilho para o movimento foi o comunicado do Copom, divulgado na noite de quarta-feira (28). Embora tenha controlado os juros, a comissão investiu em um tom mais favorável ao corte de juros, insistiu que “antevê, em se confirmando o cenário esperado, inicie a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião”.
Segundo Gabriel Mollo, analista de investimentos da Daycoval Corretora, a confirmação do início do corte de juros é o principal motivo para o otimismo do mercado. “A queda da Selic reduz a atratividade da renda fixa, deixando os ativos de risco com maiores possibilidades de ganhos”.
O dólar acompanhou o ambiente positivo e recuava frente ao real no início das negociações, em movimento que consolida a queda acumulada de mais de 5% em janeiro. A fraqueza da moeda americana reflete tanto o diferencial de juros elevados do Brasil quanto o forte fluxo de capital estrangeiro para a bolsa.
Capital estrangeiro sustenta rali
Os investidores estrangeiros têm sido os principais responsáveis pelo rali da bolsa brasileira em 2026. Até o dia 27 de janeiro, o saldo líquido de capital externo na B3 já somava R$ 21,7 bilhões, segundo dados da própria bolsa. O movimento representa uma reversão notável em relação às saídas de R$ 32 bilhões registradas em 2024.
Estrategistas do JPMorgan avaliam que 2026 pode ser mais um ano com fortes fluxos de capital externo para as ações brasileiras. “Os mercados emergentes são claros beneficiários desse movimento” de diversificação fora dos Estados Unidos, afirmou Emy Shayo, chefe de estratégia de ações para a América Latina do banco, em relatório recente.

O avanço das commodities também sustentou os ganhos do índice, com destaque para as ações da Vale e da Petrobras, que figuram entre as principais altas do Ibovespa. No cenário internacional, a decisão do Federal Reserve de manter os juros nos Estados Unidos entre 3,5% e 3,75% não trouxe surpresas e manteve o apetite por ativos de risco nos mercados globais.
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