A não produzirá uma totalmente elétrica do esportivo 911, afirmou o CEO Michael Leiters na terça-feira em versão de um evento promovido pela revista alemã Auto, Motor und Sport, conforme noticiou a Reuters com base na agência de notícias dpa. A declaração representa o posicionamento mais definitivo até agora sobre o futuro do modelo principal da montada, encerrando a possibilidade de um 911 movido a bateria que muitos no setor consideravam imediata.

Leiters disse que a Porsche havia superestimado a demanda por modelos elétricos e que a empresa passaria a investir em eletromobilidade de forma seletiva, com base no interesse real dos clientes em vez de metas aspiracionais. A companhia vem recalibrando sua estratégia de eletrificação desde o ano passado, quando impediu o ritmo de lançamento de EVs diante da demanda fraca e revisou para baixo suas perspectivas de lucratividade.
Um Futuro Híbrido, Não Elétrico
O 911 continua disponível exclusivamente com motores a combustão, embora a geração mais recente incorpore o que o Porsche chama de tecnologia T-Hybrid. O sistema, presente nas versões GTS e Turbo S, utiliza turbocompressores com assistência elétrica e um motor elétrico compacto integrado à transmissão para eliminar o turbo lag e aumentar o desempenho. O Turbo S produz 701 cavalos de potência com seu flat-six de 3,6 litros hibridizado, atingindo 100 km/h em 2,4 segundos.
As ambições elétricas da Porsche serão canalizadas por outros modelos. O novo 718 Boxster e Cayman estão a caminho de se tornarem os primeiros carros esportivos biporta totalmente elétricos da marca, enquanto o Cayenne e o Macan já oferecem versões elétricas e híbridas plug-in.
Recuo Mais Amplo da Indústria dos Veículos Elétricos
O anúncio reflete um recuo mais amplo entre as montadas de luxo e alto desempenho. A Ferrari adiou seu segundo modelo elétrico de 2026 para 2028, em meio ao que fontes descreveram à Reuters como praticamente nenhum interesse por parte dos clientes. A própria Porsche abandonou a meta de fazer os VEs representarem 80% das vendas até 2030, passando a vincular as metas de eletrificação diretamente à demanda do mercado.
Leiters, que retirou-se como CEO em janeiro após Oliver Blume sair para se concentrar no comando da, delineou em março uma estratégia focada em carros esportivos de alta margem, como o 911, para trazer a recuperação após um 2025 difícil. “Precisamos nos tornar mais enxutos, isso é certo. Não estamos buscando volume”, afirmou na ocasião.
A posição sobre o 911 não é totalmente nova — o ex-CEO Blume já havia dito em 2019 que o modelo jamais seria totalmente elétrico, citando os desafios de configuração de pacotes pesados de baterias no específico layout de motor traseiro do carro. Mas sob o comando de Leiters, o que antes era apresentado como uma limitação técnica se consolidava como uma declaração de identidade da marca.
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