Justiça dos EUA autoriza rastreio de bens de Vorcaro no caso Master.

Justiça dos EUA autoriza rastreio de bens de Vorcaro no caso Master.

A Justiça dos Estados Unidos autorizou na segunda-feira, 6 de abril, o avanço das investigações para rastrear bens e ativos de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, em território americano. A decisão ocorre enquanto o banqueiro, preso desde 4 de março, negocia uma delação premiada que promete revelar novos nomes envolvidos no escândalo financeiro — e o Banco Central impõe sigilo de oito anos sobre os documentos da liquidação da instituição.

Rastreio nos EUA

O juiz Scott M. Grossman, da corte de falências do Distrito Sul da Flórida, negou parcialmente um pedido de proteção feito pela defesa de Vorcaro e manteve 24 das 28 intimações enviadas a galerias de arte, empresas de luxo e outras entidades que mantiveram relações comerciais com o banqueiro. O processo tramita sob o Chapter 15, dispositivo da legislação americana voltado a casos de insolvência com impacto internacional.

A EFB Regimes Especiais, encarregada da liquidação do banco, busca identificar ativos que podem incluir obras de arte, imóveis e participações em empresas registradas em paraísos fiscais. Segundo o Jornal de Brasília, o juiz entendeu que a amplitude da investigação é necessária para proteger os interesses dos credores e está de acordo com a legislação brasileira de liquidações extrajudiciais.

Delação deve revelar novos nomes

Preso preventivamente após decisão da Segunda Turma do STF, Vorcaro já assinou um termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal, marcando o início formal das tratativas de delação premiada. Segundo a Veja, o banqueiro separou os crimes a delatar em blocos — envolvendo políticos, empresários e figuras do mercado financeiro — e isolou o que pretende contar sobre o Banco Central em um anexo exclusivo.

O prazo estimado para a apresentação da totalidade da delação ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, é de 45 dias. A notícia tem gerado apreensão em Brasília, onde há suspeita de que as investigações possam alcançar membros do Congresso, do governo federal e do próprio Banco Central.

Banco Central decreta sigilo de oito anos

O Banco Central classificou como secretos os documentos relacionados à liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro de 2025, e fixou sigilo até novembro de 2033. A medida foi revelada por meio da Lei de Acesso à Informação, conforme reportagem da CNN Brasil citada pelo Poder360. A autarquia argumentou que a divulgação imediata contraria o “interesse público na preservação da estabilidade financeira, econômica e monetária do país” e pode comprometer atividades de investigação e fiscalização em andamento.

No Congresso, ao menos quatro requerimentos de CPIs sobre o caso Master possuem assinaturas suficientes, mas nenhum avançou até o momento.

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