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Credores de títulos da Venezuela prontos para negociações de dívida de US$ 60 bilhões.

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Detentores globais de títulos sinalizaram prontidão para iniciar negociações sobre a enorme pilha de dívidas da Venezuela na sexta-feira, marcando um passo crucial para resolver um dos maiores defaults soberanos do mundo após a captura militar pelo exército dos EUA do presidente Nicolás Maduro seis dias antes.

O Comitê de Credores da Venezuela—composto por Fidelity Management & Research Company, Morgan Stanley Investment Management e Greylock Capital Management—anunciou que está preparado para iniciar conversas de reestruturação após receber autorização. O grupo declarou que uma reestruturação “aceleraria o financiamento em todos os setores da economia venezuelana”.​

Os títulos do governo venezuelano dispararam aproximadamente 25% a 35% desde a captura de Maduro em 3 de janeiro, com alguns papéis de referência sendo negociados em torno de 40 a 43 centavos de dólar—mais do que o dobro de seus preços de agosto de 2025. Títulos emitidos pela petrolífera estatal PDVSA também subiram fortemente, com algumas séries saltando quase 10 centavos apenas na segunda-feira. A alta reflete um otimismo crescente de que a mudança de regime poderia finalmente viabilizar negociações da dívida após quase uma década em default.​

Caminho Complexo para a Recuperação

Apesar do entusiasmo do mercado, analistas alertam que o processo de reestruturação enfrenta obstáculos formidáveis e pode levar anos para ser concluído. A dívida externa total da Venezuela é estimada entre US$ 150 bilhões e US$ 170 bilhões — incluindo aproximadamente US$ 60 bilhões em eurobônus, US$ 10 bilhões a US$ 12 bilhões devidos à China, cerca de US$ 5 bilhões à Rússia e bilhões a mais em processos de arbitragem. Isso representa aproximadamente 180% a 200% do PIB do país.​

“Pode levar vários anos” mesmo para reestruturações simples, e “essa não é” uma delas, de acordo com reportagens sobre as expectativas dos detentores de títulos. O país não publicou demonstrações financeiras auditadas desde 2018, deixando os credores sem dados transparentes para avaliar os valores de recuperação.​

O elevou os títulos venezuelanos para peso neutro de mercado depois de inicialmente rebaixá-los apenas 14 horas antes, reconhecendo que os eventos haviam “rapidamente superado” sua avaliação pessimista. No entanto, o banco alertou que os valores de recuperação permanecem altamente incertos, dado que a economia da Venezuela encolheu aproximadamente 30% e a produção de petróleo quase caiu pela metade nos últimos oito anos.​

Produção de Petróleo Fundamental para o Pagamento

A capacidade da Venezuela de pagar seus credores depende criticamente da revitalização de seu setor petrolífero, onde a produção despencou de mais de 3 milhões de barris por dia no início dos anos 2000 para aproximadamente 1 a 1,1 milhão de barris diários. O presidente Donald Trump se reunirá na sexta-feira com executivos de petróleo da Chevron, Exxon Mobil e ConocoPhillips para discutir possíveis investimentos, embora fontes do setor tenham informado à CNBC que as empresas permanecem cautelosas devido aos baixos preços atuais do petróleo e ao histórico da Venezuela de nacionalizar ativos.​

A presidente interina Delcy Rodríguez assumiu o poder em Caracas, com a estrutura do regime de Maduro permanecendo praticamente intacta.​

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