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Vale suspende operações em duas minas após vazamentos em MG.

A mineradora Vale suspendeu as operações nas minas de Fábrica, em Ouro Preto, e Viga, em Congonhas, na região central de Minas Gerais, após dois episódios de extravasamento de água com sedimentos ocorridos no domingo (25), exatamente no dia em que a tragédia de Brumadinho completou sete anos. A decisão veio após a Prefeitura de Congonhas suspender os alvarás de funcionamento das unidades e o Governo do Estado aplicar autuação contra a empresa.

As duas unidades afetadas têm produção combinada de 8 milhões de toneladas por ano, equivalente a cerca de 2,4% do volume médio de minério de ferro previsto pela Vale para 2026, segundo analistas do Santander.

​Dois vazamentos em menos de 24 horas

O primeiro extravasamento ocorreu na madrugada de domingo na mina de Fábrica e despejou água turva com sedimentos em áreas da CSN Mineração, provocando o alagamento de almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas e área de embarque da unidade Pires, em Ouro Preto. Segundo a prefeitura de Congonhas, cerca de 263 mil metros cúbicos de água turva com minério e materiais do processo de beneficiamento foram liberados.

O segundo episódio foi registrado na tarde do mesmo dia, na mina Viga, quando um poço de drenagem extravasou, empurrando água com sedimentos para o rio Maranhão, principal curso hídrico da região e afluente do rio Paraopeba. A Agência Nacional de Mineração esclareceu que não houve ruptura de barragens ou pilhas de mineração em nenhum dos casos.

Reações das autoridades

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, enviou dois ofícios à ANM cobrando soluções imediatas e determinando a abertura de processo para apuração de responsabilidades. A Prefeitura de Congonhas condicionou a retomada das operações à apresentação de laudos de estabilidade, limpeza das áreas atingidas e monitoramento ampliado da qualidade da água.

O secretário municipal de Meio Ambiente, João Luís Lobo, criticou a demora da Vale em comunicar os incidentes: o primeiro vazamento ocorreu à 1h da madrugada e só foi informado às 12h; o segundo aconteceu às 16h e comunicado às 23h.

A Vale informou que colaborará com as autoridades e que suas barragens na região seguem estáveis e monitoradas 24 horas por dia. A empresa manteve suas projeções operacionais inalteradas para 2026. O Ministério Público de Minas Gerais abriu apuração sobre o caso.

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