Senador Wagner pediu contratação de Mantega pelo Banco Master.

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi contratado pelo Banco Master atendendo a um pedido direto do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, segunda reportagem publicada pela colunista Andreza Matais, do Metrópoles. A revelação adicionou novos elementos ao escândalo que envolve a instituição financeira, liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025 após investigações de fraudes bilionárias.
De acordo com a purificação do portal, Mantega recebeu cerca de R$ 1 milhão por mês para prestar consultoria ao banco. O ex-ministro foi contratado após o governo Lula desistir de indicá-lo para o Conselho de Administração da Vale, em 2024, movimento que gerou resistência do mercado por ser considerada interferência política em empresa privada.
Missão era facilitar a venda ao BRB
A principal tarefa de Mantega no Banco Master era facilitar a negociação de venda da instituição de Daniel Vorcaro ao Banco de Brasília (BRB). O ex-ministro prestou serviços até poucas semanas antes de o Banco Central decretar a liquidação do banco, em novembro do ano passado. Os pagamentos ao longo do período podem ter somado menos R$ 11 milhões.
Segundo o colunista, a relação de Jaques Wagner com o Banco Master era principalmente com Augusto Lima, sócio de Vorcaro e ex-CEO da instituição. Lima também é o próximo ministro da Casa Civil, Rui Costa, que estava no palanque quando o presidente Lula fez críticas públicas ao banco na sexta-feira (23).
Visitas ao Planalto sem menção ao banco
Durante o período em que trabalhou para o Mestre, Mantega esteve ao menos quatro vezes no Palácio do Planalto, em 2024, sempre recebido pelo chefe de gabinete de Lula, Marcola. Os encontros aconteceram em 22 de janeiro, 1º de abril, 29 de outubro e 4 de dezembro, no terceiro andar do prédio. Nas agendas oficiais, Mantega aparece apenas como “ex-ministro”, sem qualquer referência ao Banco Master.

A revelação contrasta com as duras críticas feitas por Lula na sexta-feira. Durante evento em Maceió (AL), o presidente afirmou que o “cidadão do Banco Master deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões” e que “falta vergonha na cara” de quem defende Vorcaro. Procurados pelo Metrópoles, Jaques Wagner e Guido Mantega não se manifestaram até a publicação.
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