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Consumo nos lares brasileiros cresceu 3,68% em 2025, diz Abras.

O consumo das famílias brasileiras encerrou 2025 com crescimento de 3,68% em relação ao ano anterior, praticamente estável frente à expansão de 3,72% registrada em 2024. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (22) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e indicam a manutenção de um patamar elevado de expansão do consumo ao longo de dois anos consecutivos.

O resultado superou a projeção da própria entidade, que prevê alta de 2,7% para o ano. Para o vice-presidente da Abras, Marcio Milan, a combinação de renda real em alta e acomodação dos preços dos alimentos ajudou a reduzir oscilações ao longo de 2025 e deu sustentação ao desempenho agregado, especialmente no último trimestre.

Dezembro impulsionou resultado anual

Na leitura mensal, o consumo das famílias avançou 15,69% em dezembro na comparação com novembro, desempenho superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando a alta foi de 12,81%. Na comparação interanual, o crescimento chegou a 9,52%, também acima dos 7,23% apresentados em dezembro de 2024.

“O desempenho reflete a maior circulação de recursos na economia em dezembro, impulsionada pelo pagamento do 13º salário. Esse movimento contribuiu para uma melhoria mais técnicas na reta final do ano, sem alterar o comportamento do consumo no acumulado de 2025”, afirmou Milan.

Os dados são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, e contemplam todos os formatos de supermercados.

Projeção para 2026

Para 2026, a Abras projeta crescimento de 3,2% no consumo das famílias. A expectativa considera a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil — medida que deve beneficiar cerca de 16 milhões de contribuintes —, o reajuste real do salário-mínimo para R$ 1.621 a partir de fevereiro, com ganho real de 6,79%, e a manutenção de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família (R$ 158,63 bilhões previstos no orçamento federal), o Pé-de-Meia (R$ 11,47 bilhões) e o Gás para Todos (R$ 4,7 bilhões).

Milan pondera, no entanto, que a taxa Selic em patamar elevado tende a manter o crédito mais confidencial e o consumo mais cauteloso ao longo do ano.

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