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Trump se reúne com líder da oposição venezuelana após captura de Maduro

Nas primeiras horas de 3 de janeiro de 2026, forças especiais dos EUA lançaram a “Operação Determinação Absoluta”, um ataque militar em grande escala que capturou o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, marcando uma das intervenções americanas mais diretas na América Latina em décadas. O casal foi transportado para Nova York para enfrentar acusações federais de tráfico de drogas, com Maduro se declarando inocente e declarando-se “um prisioneiro de guerra” durante sua audiência de acusação em 5 de janeiro.​

A operação tem gerado forte crítica internacional por violações de soberania e do direito internacional, ao mesmo tempo que remodela o cenário geopolítico do Hemisfério Ocidental.

Um Ataque na Madrugada e Suas Consequências

A operação começou por volta das 2h da manhã, horário local, quando explosões iluminaram Caracas. Forças americanas bombardearam instalações militares para suprimir as defesas aéreas enquanto soldados da Força Delta, transportados por helicópteros do 160º Regimento de Aviação de Operações Especiais, desceram sobre o complexo de Maduro em Fort Tiuna. Sete militares americanos ficaram feridos durante a missão.​

O presidente Trump anunciou a captura no Truth Social, posteriormente publicando uma fotografia de Maduro vendado a bordo do USS Iwo Jima. Em uma coletiva de imprensa em Mar-a-Lago, Trump descreveu a ação como “uma das mais impressionantes, eficazes e poderosas demonstrações do poderio militar americano” da história.​

Embora o governo tenha enquadrado a operação como uma ação de aplicação da lei direcionada ao narcoterrorismo, Trump também deixou claro que o acesso às vastas reservas de petróleo da Venezuela — as maiores do mundo, com 303 bilhões de barris — era central para os interesses americanos. A vice-presidente Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina em 5 de janeiro, inicialmente desafiando a afirmação de Trump de que os EUA iriam “administrar o país”, mas depois adotando uma postura mais conciliadora.​

Condenação Global e Alianças Fragmentadas

A intervenção expôs profundas divisões internacionais. Brasil, Espanha, Chile, Colômbia, México e Uruguai emitiram uma declaração conjunta expressando “profunda preocupação e firme rejeição” à ação militar. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva classificou o ato como “uma afronta muito grave à soberania da Venezuela”.​

O ministro das Relações Exteriores da França afirmou que a operação “contraria o princípio do não uso da força, que fundamenta o direito internacional”. O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou “profunda preocupação” com o fato de que o direito internacional não foi respeitado. Até mesmo aliados próximos dos Estados Unidos, embora tenham recebido bem a remoção de Maduro, manifestaram inquietação quanto ao precedente estabelecido.​

A resposta da UE, apoiada por 26 estados-membros com a abstenção da Hungria, pediu “calma e moderação” ao mesmo tempo em que lembrou Washington de sua “responsabilidade particular” de respeitar o direito internacional—mas não chegou a uma condenação explícita.

Acordos Petrolíferos e Manobras Políticas

O governo Trump agiu rapidamente para capitalizar sobre a riqueza petrolífera da Venezuela. Os EUA concluíram sua primeira venda de petróleo bruto venezuelano avaliada em US$ 500 milhões, com o Secretário de Energia Chris Wright alegando que os preços estão 30% mais altos do que antes da captura de Maduro. O Secretário de Estado Marco Rubio anunciou planos para confiscar e vender até 50 milhões de barris.​

Contudo, executivos do setor petrolífero americano demonstraram ceticismo. O CEO da ExxonMobil, Darren Woods, teria dito a autoridades da Casa Branca que a Venezuela permanecia “não investível” dadas as incertezas jurídicas e comerciais.

Em 14 de janeiro, Trump teve sua primeira ligação telefônica com Rodríguez, que ambos os lados caracterizaram como positiva. No dia seguinte, Trump se reuniu na Casa Branca com a líder da oposição María Corina Machado, que lhe presenteou com sua medalha do Prêmio Nobel da Paz de 2025—uma honraria que Trump há muito almejava. Apesar desse gesto, Trump já havia descartado Machado anteriormente, afirmando que ela não tinha “apoio” nem “respeito” suficientes dentro da Venezuela para liderar o país.​

Com a próxima audiência de Maduro marcada para 17 de março e o governo Rodríguez ainda definindo seu relacionamento com Washington, o futuro político da Venezuela permanece incerto—assim como a durabilidade do que críticos chamam de um novo capítulo perigoso na política externa americana.​

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