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FGV aponta imprevisibilidade de Trump como maior risco ao comércio brasileiro.

A imprevisibilidade do governo de Donald Trump é a maior preocupação para o comércio exterior brasileiro neste ano, aponta relatório do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) divulgado nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). A avaliação surge após um ano marcado por tarifas unilaterais dos Estados Unidos que fizeram o déficit comercial do Brasil com os americanos saltar de aproximadamente US$ 300 milhões em 2024 para US$ 7,5 bilhões em 2025.​

“O ano de 2025 foi marcado pelas incertezas trazidas pela imprevisibilidade e total desrespeito às regras do comércio mundial pelo governo Trump”, destaca o relatório. O documento ressalta que a expectativa de que Trump se voltaria para questões domésticas em 2026 “parece que não vai se realizar”.​

Três eventos marcam início de 2026

O Icomex lista três notícias que marcam o início do ano. A primeira é a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia, prevista para sábado (17), após 26 anos de negociações. Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, o acordo deve entrar em vigor no segundo semestre. A FGV ressalta, porém, que os efeitos não serão imediatos, com cronogramas de desgravação tarifária que podem chegar a 30 anos.​

A segunda questão envolve o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que poderia afetar a balança comercial indiretamente através de impactos no petróleo e instaura preocupações sobre “políticas mais intervencionistas na região”.​

A terceira foi o anúncio de tarifa de 25% sobre produtos de países que negociam com o Irã, feito por Trump na segunda-feira (12). Em 2025, o Irã representou 0,84% das exportações brasileiras e 0,03% das importações. “Os percentuais são pequenos, mas o principal impacto é novamente a incerteza e a imprevisibilidade que Trump traz para o comércio e a economia mundial”, alerta a FGV.​

Superávit menor e eleições no horizonte

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 68,3 bilhões em 2025, uma queda de US$ 5,9 bilhões em relação a 2024. O volume de exportações aumentou 5,9%, enquanto as importações subiram 7,1%. O governo projeta recuperação em 2026, com saldo entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.​

A FGV ainda alerta que o cenário internacional com potenciais conflitos se soma às eleições presidenciais no Brasil, onde “apostas em candidatos tendem a gerar volatilidade cambial que afetam as decisões do comércio exterior”. Analistas projetam maior instabilidade cambial a partir do segundo semestre, quando a disputa eleitoral se intensificar.​

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