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PF deflagra 2ª fase de operação e bloqueia R$ 5,7 bi em fraude no BRB.

O Banco de Brasília anunciou a convocação de uma assembleia geral extraordinária para realizar mudanças no conselho de administração, depois que o governo do Distrito Federal, acionista controlador da instituição, indicou novos nomes para o colegiado. A votação para eleição dos conselheiros está marcada para 19 de fevereiro, em formato exclusivamente digital.​

Conforme documentos publicados ao mercado na noite de terça-feira (13), o BRB convocou os acionistas para votar a indicação de Edison Antônio Costa Britto Garcia, Joaquim Lima de Oliveira e Sérgio Ricardo Miranda Nazaré para composição do conselho. Uma assembleia prévia será realizada no dia 5 de fevereiro para destituir membros do atual colegiado.​

Contexto de crise

A movimentação ocorre em meio a uma grave crise de governança no banco público. A indicação de Edison Garcia, atual presidente da Companhia Energética de Brasília (CEB Holding), para assumir a presidência do conselho surge após Marcelo Talarico — que ocupa o cargo desde 2022 — recusar-se a deixar a função antes do término de seu mandato.​

As propostas surgem dois meses após a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que envolveu dirigentes do Banco Master e do BRB sob acusação de um esquema que poderia ter gerado perdas superiores a R$ 10 bilhões para o banco público. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado do cargo em novembro de 2025, enquanto Daniel Vorcaro, dono do Master, foi preso quando tentava embarcar para Dubai.

Nova fase da investigação

Nesta quarta-feira (14), a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero, com 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados. A ação atingiu endereços associados a Vorcaro e familiares, além de investigar os empresários Nelson Tanure e João Carlos Mansur. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, autorizou bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões.​

O BRB afirmou que a operação “contribui para a recuperação de recursos”, uma vez que o bloqueio de bens “amplia as chances de devolução dos recursos ao BRB”. O Banco Central havia decretado a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025, após rejeitar a proposta de aquisição pelo BRB.​

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