Brasil fecha Banco Pleno em investigação de fraude de US$ 2 bilhões que se amplia.

O Banco Central do Brasil tentou na quarta-feira a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e de sua subsidiária de valores mobiliários, Pleno DTVM, marcando mais um capítulo no que autoridades chamaram de potencialmente a maior fraude bancária da história do país.
O regulador citou uma “situação econômico-financeira comprometida” do banco, com relatórios da liquidez e visíveis de normas regulatórias, como justificativa para o fechamento, de acordo com comunicado do Banco Central. A decisão também desencadeou o bloqueio automático dos bens dos controladores e administradores do banco.
Conexões com o Mestre Aprofundam a Crise
O Banco Pleno era controlado por Augusto Lima, ex-CEO e sócio de Daniel Vorcaro no falido Banco Master. Lima adquiriu o banco, anteriormente conhecido como Banco Voiter, em uma operação aprovada pelo Banco Central em julho de 2025. Como parte dessa aquisição, Lima adquiriu R$ 6 bilhões em passivos, incluindo certificados de depósito (CDBs), levando os reguladores a proibir o banco de emitir novos títulos garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Lima foi preso ao lado de Vorcaro em novembro de 2025 durante uma operação da Polícia Federal que investigava supostas fraudes no Banco Master, embora ambas tenham sido liberadas semanas depois. O pesquisador continua examinando as evidências de que o Banco Master vendeu carteiras de crédito fictícias no valor de aproximadamente R$ 12 bilhões.
FGC enfrenta pagamentos crescentes
O Fundo Garantidor de Créditos Privados confirmou na quarta-feira que reembolsará R$ 4,9 bilhões a aproximadamente 160.000 credores que mantêm depósitos e investimentos elegíveis no Banco Pleno. A garantia cobre até R$ 250.000 por pessoa física ou jurídica.
Este pagamento se soma aos recursos já pressionados do FGC. O fundo comprometeu R$ 40,6 bilhões para cerca de 800.000 credores do Banco Master e outros R$ 6,3 bilhões após a liquidação em janeiro da Will Financeira, um banco digital também controlado pelo grupo Master. Somados ao Banco Pleno, os pagamentos a tais relacionados ao Master são aproximados de R$ 52 bilhões.
Escândalo Atinge as Instituições
O colapso do Banco Master repercutiu além dos mercados financeiros, atingindo o Judiciário brasileiro. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, retirou a supervisão da investigação de fraude na semana passada, depois que a Polícia Federal divulgou questionamentos sobre suas conexões com Vorcaro com base em dados extraídos do celular do banqueiro.
O ministro da Fazenda Fernando Haddad alertou que o caso pode constituir “a maior fraude bancária” da história brasileira. Os procuradores federais estimam que a investigação, que examina provas de 101 indivíduos e 42 locais, transporta quatro a seis meses.
O Banco Pleno representava apenas 0,04% do total de ativos do sistema financeiro brasileiro, segundo o Banco Central.
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