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Correios projetam prejuízo de R$ 9,1 bi em 2026; governo avalia novo aporte.

O governo federal estuda injetar até R$ 6 bilhões nos Correios para tentar reduzir o déficit bilionário da estatal, enquanto aguarda os primeiros resultados do plano de recuperação financeira em execução. A decisão, segundo a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, pode ocorrer ainda em 2026, em 2027 ou de forma parcelada, dependendo da evolução das medidas adotadas pela empresa.

“Nossa expectativa é de que se a recuperação dos Correios for boa, ela consiga reduzir mais custos, ter mais contratos, diminuir a necessidade de aporte”, afirmou a ministra em entrevista à Reuters.

​Rombo Projetado Supera R$ 9 Bilhões

A situação financeira da estatal continua crítica. Documento da Diretoria Econômico-Financeira (DIEFI) dos Correios, divulgado pelo G1, aponta que o prejuízo estimado para 2026 deve alcançar R$ 9,1 bilhões, superando o resultado negativo de R$ 5,8 bilhões registrado em 2025. O déficit seria novamente o maior da história da empresa.

No fim de 2025, os Correios fecharam um empréstimo de R$ 12 bilhões com um consórcio de bancos — Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander — com garantia do Tesouro Nacional. No entanto, a necessidade total de financiamento era estimada em cerca de R$ 20 bilhões, deixando uma lacuna de aproximadamente R$ 8 bilhões.

Venda de Imóveis e Reestruturação

Como parte do plano de enxugamento, os Correios iniciaram a venda de imóveis considerados ociosos. Os primeiros leilões ocorrem nos dias 12 e 26 de fevereiro, com 21 propriedades ofertadas em certames digitais. A estatal projeta arrecadar até R$ 1,5 bilhão com a alienação de cerca de 60 imóveis ao longo do ano.

O portfólio inclui prédios administrativos, galpões, terrenos e apartamentos funcionais em 12 estados. Os valores variam de R$ 16,3 mil por um terreno no Rio Grande do Norte a R$ 11,1 milhões por um prédio comercial em Fortaleza.

O plano de reestruturação prevê ainda demissão voluntária de até 15 mil funcionários, fechamento de mil agências deficitárias e revisão dos planos de saúde e previdência. A meta é que os Correios voltem a registrar lucro a partir de 2027.

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