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Diretor jurídico do BRB renúncia em meio a crise do Master.

O Banco de Brasília (BRB) vive uma crise institucional com a renúncia do diretor jurídico Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo, anunciada nesta segunda-feira (9), enquanto a instituição pressionava o liquidante do Banco Master por informações sobre repasses de carteiras de crédito adquiridas. A saída do executivo ocorre em meio às investigações da Polícia Federal sobre suspeitas de gestão fraudulenta no banco público.

Em comunicado ao mercado, o BRB informou que a saída de Veloso, indicada pelo governador Ibaneis Rocha em agosto de 2024, está prevista para sexta-feira (14). O advogado tributarista afirmou que decidiu continuar a atuar na advocacia privada, citando as mudanças trazidas pela reforma tributária. A renúncia ocorre após o vazamento de um parecer em que Veloso alertava para riscos na operação com o Master, embora tenha aparecido em vídeos internos defendendo a aquisição.

Pressão sobre o liquidante

O BRB tem cobrado do liquidante do Banco Master, a EFB Regimes Especiais de Empresas, informações sobre o repasse e a quitação de operações de crédito cedidas. Segundo o banco, após a liquidação da Master em novembro de 2025, o fluxo de dados não foi retomado, deixando contratos de clientes registrados como ativos ou inadimplentes no Sistema de Informações de Crédito (SCR), mesmo já tendo sido quitados.

Em janeiro, o BRB reuniu-se com o liquidante e afirmou ter avançado nas tratativas para recuperar recursos. A instituição busca recuperar cerca de R$ 12 bilhões em operações de crédito consideradas fraudulentas. O banco já teria recuperado ou substituído mais de R$ 10 bilhões em segundas carteiras problemáticas, comunicado de novembro.

​Investigações e mudanças na direção

A Polícia Federal abriu no final de janeiro um novo inquérito para investigar acusações de gestão fraudulenta no BRB além das operações com o Master. O ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de investigação após o banco entregar à PF um relatório preliminar com “achados relevantes” produzidos por auditorias independentes.

A crise já havia sido provocada pelas renúncias dos conselheiros Marcelo Talarico e Luis Fernando de Lara Resende em 28 de janeiro. Uma assembleia está marcada para 19 de fevereiro para eleger novos membros do conselho de administração.

O Ministério Público vê promessas de gestão fraudulenta nas transferências de R$ 16,7 bilhões do BRB ao Banco Master entre 2024 e 2025, com prejuízo estimado em R$ 5 bilhões ao banco público. O governo do Distrito Federal, acionista controlador, sinalizou que pode fazer aporte direto para cobrir os prejuízos.

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